Obrigado Francisco Fontes

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O jornalista Francisco Fontes esteve em Cabo Verde durante alguns anos, como representante da Lusa e Cabo Verde ficou-lhe entranhado. Eu percebo isso, claro. Por motivos profissionais, teve que se ir embora. Voltou para a sua cidade, Coimbra. Mas nunca se esqueceu. E continua a querer, por vontade de retribuir ou por generosidade, ajudar Cabo Verde, da melhor maneira possivel. Promoveu a edição da primeira colectânea de contos cabo-verdianos - «Thub na Desert», e agora organiza e lança, uma colectânea de poesia de Cabo Verde, intitulada «Destino di Bai», ambas com a chancela da ONG Saúde em Português.

Em entrevista ao Semana Online, promete que vai tentar fazer mais:

«A ligação ao país, onde tenho bons amigos, era tão forte que teria de se expressar de alguma forma»

«As receitas [das obras] serão aplicadas num projecto destinado a cabo-verdianos. Ainda não foi possível, mas a intenção é concretizar a dádiva num projecto de telemedicina entre o Hospital Pediátrico de Coimbra e o Baptista de Sousa, no Mindelo, tal como já existe com o Hospital Pediátrico de Luanda. A Saúde em Português tem esse compromisso e eu com os autores e o país»

«A minha ligação a Cabo Verde vai se reforçando com as iniciativas que se realizam. Seja com que instituição fôr, ou a nível meramente pessoal, continuarei a participar na concretização destas pontes. Existem várias ideias. Pequenos sonhos. Uma delas é a gravação de sinfonias do Vasco Martins pela Orquestra Clássica do Centro, associada a uma digressão a Cabo Verde.»

«Eu pouco mais fiz do que executar um papel de mediação entre o criador e o leitor, tal como faço no jornalismo. Procurei também concretizar algo que tem vindo a ocupar as ciências sociais nos estudos pós-coloniais, ou seja, que a narrativa fosse a do autor, e resultado da polifonia criativa, e não estivesse modelada por uma visão externa, a do organizador. Quase me limitei a convidar a criar e a juntar os contos em livro. .»

Neste último parágrafo, tenho que discordar do Francisco Fontes. Ele tem feito muito por este país, com o seu trabalho de formiga. Só quem está dentro do processo de edição é que sabe o que custa.

E há que dizê-lo: obrigado, Francisco!




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4 comentários:

Catarina disse...

Não tive oportunidade de avaliar o seu papel jornalístico in loco, mas a verdade é que, por termos amigos comuns, foi uma das pessoas que primeiro conheci "nes tera" e que me ensinou a ler os primeiros sinais desta "estranha forma de vida" caboverdiana... adorei as conversas e as partilhas, os cafezinhos e um jantarzinho na "casinha velha"...: Obrigada, Fontes!

João Branco disse...

Sem dúvida, Catarina!

Teatrakacia disse...

Hoje estou mesmo para fazer coro!
Obrigado Fontes!
É que há quase que um 'vazio' que está a deixar de o ser, graças ao Francisco, esse 'mais um dos, felizmente, muitos amigos que esta 'terra escalabrada' consegue... sabe-se lá por que mágica.
Tchá

João Branco disse...

Eu que o diga!