Café Literário

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António Lobo Antunes foi o grande vencedor do Prémio Camões de 2007 e recebeu ontem o mais importante prémio literário de língua portuguesa. Mais do que merecido, sem dúvida. António Lobo Antunes é hoje, juntamente com José Saramago, o mais brilhante, internacional e produtivo dos escritores portugueses.

Mas sempre fica, mais uma vez, esse amargo de boca por Cabo Verde voltar a ficar de fora da galeria dos premiados. Nunca nenhum patrício, em 19 edições, ganhou este prémio. E por muita polémica que este nome possa gerar - curiosamente mais dentro do que fora - Germano Almeida já fez e produziu o suficente para merecer esta distinção e quebrar o enguiço.


Ah o vencedor de 2008 foi também anunciado neste dia e é João Ubaldo Ribeiro, grande figura da literatura baiana. Cabo Verde, fica para uma próxima.




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5 comentários:

Anónimo disse...

el bêm tarde esse premio camões , pa Lobo Antunes, qué é pra mim o melhor(maior ?) escritor conteporaneo,um louco...

hi_ena

Eurídice disse...

João, fizeste uma pequena confusão. Lobo Antunes ganhou o Prémio Camões 2007 e, na passada sexta-feira, foi a entrega oficial.

O Prémio Camões 2008 é João Ubaldo Ribeiro, baiano. O vencedor foi conhecido ontem.

Não precisas preocupar com o Germano. Germano e Mia Couto são nomes mais do que certos para o Prémio Camões. O que dói é o desaparecimento físico de escritores/as e só depois disso o reconhecimento de que deveriam ter recebido o tal prémio.

Angola e Moçambique já tiveram direito a um Prémio Camões (Pepetela e Craveirinha). Do resto, com excepção do Luandino que recusou, Portugal e Brasil dividem – sem questionar - os prémios. Tá-se bem! E, desta forma, vai-se construindo a dita CPLP… Apetece-me mandar um palavrão, mas…

Como o meu blog faz anos, quero uma prenda: ensina-me a colocar música no blog!

Bjs
Eury

Teatrakacia disse...

Totalmente d'acordo com o que aqui já foi dito sobre o Camões 2007. E o homem consegue ainda estar cada dia melhor...
Mas também adorei o Camões 2008 para esse 'estranho', visceral, político, comunista, lutador social preocupado com o homem simples... e sobretudo nome marcante da literatura brasileira.
Quanto ao prémio aterrar por estas bandas, estou d'acordo com a Eury em como temos um Germano mais que certo...
Tchá

Rêves à emporter disse...

Há dois anos li em seu nome (porque ele estava doente e não podia estar presente) no festival Passaporta em Bruxelas e nem conto como as pernas tremeram antes da entrada em cena... Foi como tocar as nuvens com as mãos...Depois de ler duas linhas o espirito dele entrou em mim ;o)... Gosto de tudo o que ele escreve.

João Branco disse...

Euridice, obrigado pela correcção, fui induzido em erro por um dos blogs «mad in cabo verde» que anunciou desta forma. O seu a seu dono!

Sim, Tchá, e a Euridice diz outra coisa muito importante: não há prémio camões em condição «pós mortem». O nosso João Vário tinha uma obra, em quantidade e qualidade, que justicaria este prémio e a principal razão é que pela sua visibilidade mediática, permitiria que a obra deste autor pudesse ser mais conhecida e, sobretudo, mais divulgada.

Rêves, que grande responsabilidade! (obrigado pela visita, volta sempre)