Café Curto

12 Comments



Djavan já não vem, mas vem aí uma Rainha

Era, sem dúvida, cabeça de cartaz do Festival Baía das Gatas 2008, mas segundo foi noticiado Djavan já não vem, por dificuldades de agenda. É pena, porque este magnífico músico brasileiro tem muitos fâns e admiradores em Cabo Verde.

No entanto, quem foi anunciado está à altura do desafio e da substituição, embora possa ser menos conhecida em Cabo Verde: Margareth Menezes. É uma das maiores senhoras da música baiana, bem ao nível de uma Ivete Sangalo ou Daniela Mercuri. Acreditem, eu vi esta senhora ao vivo, no Circo Voador do Rio de Janeiro, e ela é uma bomba no palco.

Baía vai gostar, de certeza!




You may also like

12 comentários:

Anónimo disse...

João,
É a primeira vez que entro no margoso e dou de caras com uma notícia que me deixa verdadeiramente triste.
Realmente não conheço a Margareth e não posso dizer que não esteja a altura do Djavan mas para mim perdeu toda a piada. Normalmente não vou ao festival e este ano, unicamente, por causa do Djavan a minha presença lá era quase uma certeza.
I am feeling sad...
Nude

João Branco disse...

Nude, eu imaginei reacções como a tua, por isso postei esta noticia desta forma. A perda do Djavan vai deixar muita gente triste em CV. Mas a vida continua, e novas oportunidades virão...

Dundu disse...

Um amigo me disse que iria de ferias a Mindelo e que coincidentemente (só para ser mauzinho) iria passar o festival da baía.
Ora, cumprimentei ao sortudo dando-lhe as boas novas de que Djavan viria ao festival e que as suas férias iriam ter um sabor a mais.
Ele, com aquele humor típico de Mindelense, exibiu-me um sorriso de ironia e disse-me: mais uma propaganda enganosa. Queres apostar que em cima da hora terá problemas de Agenda (a velha famosa agenda).
Eu, respondi: quanta maldade a tua. Desta vez fizeram direitinho e com alguma antecedência.
Agora leio esta noticia e me entristece ter de dar-lhe razão.

Agora pergunto:

1. Isso não passou de propaganda e sabiam de antemão que ele não viria?

2. Não terá sido isso e nós somos os piores programadores de eventos do mundo? (porque a agenda poderia estar cheia para outros, uma vez que ele vinha ao festival)

3. Ou nós não temos condições de contratar grandes artistas e ficamos sempre à mercê da boa vontade deles, sendo desse modo os últimos na lista de suas prioridades?

É que desde criança ouço que virão o Gilberto Gil (para cantar) e o Ziggy Marley.

Eu tive a felicidade (por ter estudado no Brasil) de ver o Djavan ao vivo. Mas me sinto solidário na dor com tantos amigos que já sonhavam com o momento, fazendo planos de fotos e autógrafos.

Como diria o outro: "nôs téra e pa nôs pove". Outro não entenderia.


PS: A Margareth é muito boa, mas Djavan é Djavan.

João Branco disse...

Dundu, compreendo o comentário, mas com esta distância relativamente ao evento, é perfeitamente aceitável a mudança de planos. É pena, mas fazer o quê? Se fosse tipo uma semana antes, seria pior.

Mas quem não se lembra da célebre série de concertos anunciada para a cidade da Praia, com toda a pompa e circunstância? Eu não me esqueci. Estava a preparar-me para ir à Praia só para ver a Shakira. E estavam anunciados mais não sei quantas estrelas globais, que iam incluir a cidade da Praia nas suas Mundial Tours... Depois, bem depois foi o que se viu. Nada. Parece que não autorizaram a utilização do Estádio da Várzea. É que, ao que parece, ninguém se lembrou de perguntar isso antes...

Mas a melhor de todas é mindelense e nem chegou aos jornais. Circulou pela cidade, com data marcada e tudo, que na rua de Lisboa iriam tocar, nem mais nem menos, os Roling Stones!!! Na rua de Lisboa! Bem, fartei-me de rir, naturalmente...

Barretes!

Dundu disse...

O da Praia, nunca acreditei (Tracey Chapman, Shakira, Djavan, etc)
Mas essa dos Rolling Stones na Rua de Lisboa foi o máximo.

Esses não são barretes, são autênticas mitras papais

Mas no fundo esses (não) acontecimentos contribuem muito para alimentar nos espírito de humor.

...I can't get no satisfaction.

(Sabe pa cagá)

Teatrakacia disse...

'Barretes' tem havido sempre, mas neste caso Dundú, é mais o teu nº3
Não é nada 'profissional' e nestes casos - festivais à nossa medida - joga-se um bocado no charme... 'no namoro' para conseguir que a 'estrela' venha com um cachet abaixo do normal... se a agenda permite, alguns até aceitam... mas depois... se há um contacto profissional... 'lá se foi a vassoura'. Coisas do 'Mercado Cabo Verde'. A mim também entristeceu, mesmo reconhecendo o nível da Margareth. Porque eu defendo que o Festival deve apostar num artista cartaz para cada edição. Um só! É que assim teremos melhores hipóteses de 'comprar' uma estrela...
Tchá

João Branco disse...

Na mouche, Tchá!

neulopes disse...

Concordo Tchá.
Quanto ao que diz o Dundu, leiam um post sobre a vinda de Djavan
em www.sarronteatro.blogspot.com

João Branco disse...

Já nos aconteceram «desgraças» no festival mindelact, com deserções de última hora. Há que distinguir por vezes onde começa a boa vontade e onde está a atitude um pouco basofa de anunciar o que ainda não está confirmado. Por vezes, o artista pode dizer que sim, informalmente, que vem, mas depois o negócio segue pelos trâmites normais, via agente, e ai vê-se que não há disponibilidade e estas coisas podem acontecer. Portanto, cuidado com as conclusões precipitadas.

Abraço

neulopes disse...

Não são conclusões precipitadas, João.
É apenas a confirmação do que acabas de dizer. E para dar tb razão àlgumas palavras do Tchá.
Digo por experiência própria. Não anunciar algo tão importante sem ter realmente a certeza. Principalmente quando estão envolvidos recursos humanos.

Anónimo disse...

Sobre a ida de Djavan tenho a dizer o seguinte:
Foi com grande emoção que soube que Djavan seria a figura de proa do Festival Baia das Gatas 2008. Estando longe não poderia assistir, mas fui ao concerto dele aqui em Lisboa no dia 4 de Julho (um dia depois de um bom concerto do Mário Lúcio no Onda Jazz) e foi uma noite inesquecível mais uma vez, pois já tinha assistido o lançamento do cd “Milagreiro”, no dia 30 de Maio de 2003, que teve um impacto maior em mim por ter sido a primeira vez que assistia um concerto dele. Considero-o um dos melhores artistas do mundo e sou admirador dele há muitos anos. Djavan é DJAVAN não há palavras… Depois do concerto fui ao camarim e tive o privilégio de o conhecer pessoalmente, dirigi-me a ele, e depois de o cumprimentar abordei-o sobre ida a Cabo Verde para participar no Festival, ele logo perguntou-me se eu era cabo-verdiano, disse que sim, e ele ficou muito contente, confirmou-me acerca do convite que recebera e que participariam no Festival. Ainda falei com o baterista dele, o seu filho João Viana, que disse-me também que sabia da participação no Festival e que estavam entusiasmados. Ao ler a troca de email no sarron.com entre Kisó e os agentes do Djavan vemos que a ida dele a Cabo Verde não foi bem conduzida. Pelo menos uma coisa apercebi-me que, de facto, houve contacto, porém para materialização desse sonho faltou/falhou muita coisa.
Espero que um dia na nox terra tenhamos concertos de artistas brasileiros extraordinários como o Djavan, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Chico Buarque, Maria Bethânia, Lenine, etc., pessoalmente já assisti ao vivo concertos destes artistas, com a excepção do Chico e do Lenine, e foram experiências únicas.
Não conheço bem os trabalhos da Margareth Menezes, mas é considerada por alguns como sendo melhor que a Daniela Mercury.
Abraços,
Ruben.

João Branco disse...

O relato esclarededor do Ruben vai ao encontro daquilo que eu imaginei que tivesse acontecido. Sem tirar nem pôr. Obrigado!