Declaração Cafeana

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A todos os meus amigos digo o mesmo: ter um filho muda tudo. E não falo apenas da questão prática, das fraldas, do cheiro a cocó, dos choros, das cólicas, das depressões pós-parto, dos horários, dos jeetlags provocados pela nova realidade, das roupas cor-de-rosa, ou azul conforme o sexo, da escolha do nome, do registo, da tranquilidade do sono, da emoção do primeiro sorriso, do guarda-cabeça ao sétimo dia ou da reviravolta brutal que tudo isso provoca no nosso quotidiano.

Há uma visão, diria, mais metafísica ou filosófica que implica o nascimento de um primeiro filho. Quando naquela manhã do dia 17 de Agosto de 1997 vi aquele ser minúsculo pela primeira vez, recebi dentro de mim um choque tremendo, uma poderosa percepção do ciclo de vida, de um começo, um meio e um fim, mas sobretudo de algo que continua. Algo que vai continuar nela, na Laura, quando eu deixar de andar por cá. Um sinal inequívoco de que não somos eternos mas que somos continuados. Tudo isto, estou certo, é um acto de profundo amor.

Parabéns, filha.

 


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7 comentários:

Anónimo disse...

O meu filho nasceu no dia 29 de Agosto de 1997 e como mãe, torno minhas estas palavras. O amor que parecia ter atingido o seu absoluto naquele dia mostra-se hoje maior, cada vez maior. Parabéns e felicidades.

Pedro Branco disse...

Um beijo enorme aqui do continente!

Janaína Alves disse...

Não tem imagem mais linda do que essa...um pequeno ser nos braços de um grade homem...parabéns...

Anónimo disse...

Joao, a tua filha é uma bençao de Deus!!!!! parabens. CarlosRocha

Lily disse...

Parabens para a Laura!!!
E também, parabens ao pai babado!

Anónimo disse...

Antes de mais parabéns a Laura, e claro aos Papás! O meu 1 filho nasceu no dia 9 de Julho de 1996 e estive todo o tempo presente. E ver e fotografar aquela cabeçinha de Gente saindo para o Mundo, me fez Parar e Viajar ao mesmo tempo. É uma sensação magnifica que desejo á todo o Ser (bom) Humano experimentar! Cocá.

zito azevedo disse...

Eu, que já ando a contar os anos que faltarão para ser bisavô, não esqueço o extase do primeiro filho, que é filha e do segundo e do primeiro neto, que é neta, e da segunda, do terceiro, da quarta e do quinto e daqui a um fósforo o primeiro bisneto que, se calhar, será bisneta...E a história repete-se, sempre igual e sempre diferente...Nada se lhe compara!