Um Café Curto

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Sobre a operação de segurança realizada no Mindelo e relatada aqui, ficaram-me na retina duas frases:

1. «Estiveram envolvidos na operação 40 agentes da PN e 30 da PM, num trabalho que não tem data para terminar.» (sublinhado meu)

2. «Infelizmente só agem antes das eleições. Depois é a lei da selva. Eu já mandei comprar a minha bazuka.» (comentário de um mindelense)

Não é de hoje que venho escrevendo sobre a insegurança e a violência urbana que cresce a cada dia no cidade do Mindelo. E muitas vezes já nem se rouba para comer, é mesmo por puro divertimento, e outras vezes sai pancadaria só pa felling, não chegando sequer a haver roubo, "apenas" alguns ossos quebrados em quem passou na hora errada no local errado. Gostei de saber que estas acções não têm data para terminar, mas espero que se aja antes que mais cidadaãos se lembrem de comprar bazukas.




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6 comentários:

Pss disse...

Eu sou daqueles que continua dizendo: a resolução do problema não está em comprar bazukas. Sim sei que é um lugar comum, mas os lugares são também verdades básicas.
Educação meus senhores. Os meninos e menininhas são educados numa cultura de sab pa cagá. Numa cultura de facilitismo. Numa cultura de laxismo. E depois assim do nada as vezes apetece partir para-brisas só porque sim ... ou roubar um tipo só porque apetece... ou bater noutros gajos ... porque é Sexta ... Resolver isso, não nem com PN muito menos com PM.
A tal notícia diz foram detidos 10 pessoas. Desses 10 quantos é que ainda estão detidos ? Serão efectivamente julgados e condenados a penas de prisão ? E depois ... e depois passar alguns mesitos, ou anitos no Hotel de Ribeirinha desde de quando é problema para esses gajos ...
Entretanto o nível de paranóia aumenta. Se fosse em França ... Le Pen disparava nas sondagens. Em Portugal Paulo Portas de dedo em riste exclamava "é preciso correr com os caboverdeanos"!. Enfim ... é preciso ter cuidado com essas paranóias porque senão a 3ª guerra mundial é bem capaz de começar aqui tal é o número de pessoas que comecem a pensar em comprar bazuka.

Jacinto disse...

"Casa arrombada...". Só me surpreende (será?) ainda a nossa lentidão na resposta a um problema indiscutivelmente crescente desde há muito tempo(!!!), sendo, por isso, nesta altura, leviano discutir de quem é a culpa. As únicas mudanças são para pior: violência com mais virulência, violência mais letal, contextos desorbitadamente mais horrorosos, tudo isso a rítmo progressivamente acelerado. Quantos mortos são poucos? Quantos assaltos são muitos? O que dizer aos cabo-verdianos que, pura e simplesmente, não se sentem bem na sua própria terra pela dimensão que as coisas vêm tomando? Já sei... "é psicológico".

Anónimo disse...

Uma perguntinha: Quem lucra com isso ? Quem ganha com isso ? OS VERDADEIROS CRIMINOSOS: Traficantes de Droga (alguém sabe o que é feito deles ?) Traficantes em geral. Esses é que ganham pois TODA as forças de Segurança (incluindo a Tropa), Polícia de Investigação, Serviços de Informaçao da República (?) estão a correr atrás de ... thugs!
E já repararam uma coisa ? Que no ano anterior a ELEIÇÕES DEIXAM DE PRENDER TRAFICANTES DE DROGA ? É verdade nessa altura os traficantes de droga tem a via aberta nos Aeroportos internacionais de Cabo Verde. E porque ? Porque no ano de eleições comecem a desembolsar os "patrocinios" aos políticos e aos partidos.

Anónimo disse...

diz-se feeling

zito azevedo disse...

Se é certo que uma parte da criminalidade é gerada a nivel social, não deixa de ser identicamente actual que o policiamento de proximidade é uma arma insubstituível num combate que se reconhece multidisciplinar.

Anónimo disse...

Meus amigos, o que vivemos hoje, já foi amargamente experimentado por outros países, e a solução eficiente foi…

No curto prazo, REPRESSÃO PURA E DURA, ou seja, mão pezadíssima para os prevericadores;

A médio prazo, PREVENÇÃO: trabalhar por forma a anular, evitar, ou minimizar estes problemas sociais;

No longo Prazo, RE-EDUCAÇÃO: aqui, todos nós, Governo, Oposição, instituições, família, etc, teriam um papel preponderante na reeducação da nossa sociedade, sublinhando os valores morais da honestidade, do trabalho, da ordem, da disciplina, da cultura do ser e não do ter, etc.

Só assim chegaremos lá… mas para isso, é preciso vontade e abnegação de quem estiver no comando deste país. Lembro-me de que quando eu era criança, tinha medo de sair a rua a noite por causa de “Gômgôm e Bruxa”, e não de Kaçu-Body.

Kriol 100%