Café Solidário

10 Comments


A sociedade civil, convida a população em geral, para participar, amanhã, sexta feira 5 de Junho, numa marcha de condena a violencia contra as mulheres. Pede-se a todos os participantes que vistam camisolas brancas.

O facto imediato, que está na base do mesmo, é a consternação e indignação pelo homicídio de Gilmara e Mimizinha Andrade, pelo seu parceiro, ocorrido na passada quinta-feira, na Achadinha.

A hora de inicio da marcha está prevista para as 15.00 horas. O percurso é:

Achadinha Cima (rua do Polivalente) Avenida Cidade de Lisboa, subida Fazenda -Plateu, Rua 5 de Julho, com paragem na praça Alexandre de Albuquerque, frente ao Tribunal, descida do Plateu e percurso até Rotunda de Chão de Areia, Avenida Cidade de Lisboa, com paragem frente ao Palacio de Governo. 

As consignas são

Stop violência
Crime público, já
Entri maridu ku mudjer, nu tem ki meti Kudjer!


Divulguem e participem - não sejam coniventes com o silêncio!




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10 comentários:

Manu Moreno disse...

Era sim de vermelho que eu apresentava que chega de cor branca pela esperança...FdP!!!

Já é altura di fazi revolta pa hominhus covardis....POooorraaaaaaaaa!

Ke abçom di kuraom!!
ManuMoreno

João Branco disse...

Espero que esteja muita gente!

Elsie disse...

O caminho é mesmo este, fazer barulho,e muito barulho para ver se pelo menos alguém ouve.

HF disse...

Não é só barulho. Acções concretas urgem!

Paralelamente têm de mudar a lei penal. A violência doméstica deve ser entendida como crime público.

Deve-se também prever medidas cautelares de afastamento do agressor da casa de família, logo no dia da prática do crime.

Acompanhamento médico psicológico imediato por conta do agressor ou do Estado até ser dada alta à vitima.

Responsabilização sumária dos policiais e magistrados que não agirem adequada e de forma célere, assim que forem notificados da práticas desses actos hediondos.

And so on

Queremos medidas e acções concretas para prevenir e ou remediar este mal enraizado na cultura chauvinista crioula.

Continuação

HF

Catarina disse...

Não tem que partir apenas de leis e dos poderes instalados - e esta iniciativa é disso exemplo - são os vizinhos das vítimas que se indigaram...

Ouvi há tempos um testemunho de alguém da àfrica do Sul, numa cidade qualquer, num bairro qualquer, a vizinhança sentindo violência dentro da casa dos vizinhos, vieram para a rua com tachos e panelas fazer barulho e dizer basta - enfrentaram o homem através da humilhação e vexame público - não se calaram, nao chamaram a polícia - vieram dizer que não se calam perante essa atrocidade...

Não seria fabuloso que os nossos vizinhos tivessem tamanha noção de civismo e de resposabilidade social???

Catarina disse...

Vamos estar à tua espera joni white :-) até já!

Anónimo disse...

Crime púplico sim!! Vemos jornalista a ser espancada, senhoras da sociedade k por vergonha ficam no silêncio, temos casos de anonimas a serem espancadas por esses bandos de covardolas que se intitulam de sexo forte. Vamos mudar essas leis!! não só da violência doméstica, mas das violações de mulheres e crianças. Colocar agressores na cadeia para serem alimentados com o dinheiro dos nossos impostos???Não! castração quimica p violadores!! Onde é k está os Direitos Humanos??? É válido é só p bandidos? Até quando esperar que Portugal faça uma lei p depois copiarmos? Porquê é mais fácil copiar, dá muito trabalho p os homens e mulheres da Lei??Ha que começar a processar o governo por omissão.

Lily disse...

É como diz a Elsie e a Helena:
por um lado, há que "fazer barulho", é uma forma de mulheres que vivem nesse penoso silêncio perceberem que há gente que está com elas, que está disposta a dar-lhes a mão. E por outro lado, é necessária a tal mão pesada em termos de lei, para esses estupores.
O mal está enraízado, infelizmente, não apenas na cultura crioula. E o que mais me entristece, é a forma como muitas mulheres aceitam serem maltradas, parecendo que isso faz parte da vida, da sua sina. Porque o pai já assim fazia à mãe, porque "ele é só um bocadinho violento" (do género, dá uma tareia mas sem marcar muito, para nem existirem provas), ou "ele bater, não bate; é so de boca que ele se excede".
É uma resignação. O porquê? Não sei. Acho que a falta de apoio a vários níveis ( psicológico, económico, de segurança) pode justificar. Mas há também uma vergonha implícita, uma carga negativa que se põe sobre a mulher violentada, como se ela fosse culpada por receber esses maus tratos. O que sei, é que tenho esperança de que haja uma mudança, nas leis, nas mentalidades, e uma protecção e valorização maior das mulheres, independentemente da parte do mundo.

Tina disse...

Como dizem em brasileiro: "carinha que mamãe beijou vagabundo algum põe a mão!" Infelizmente, muitas mulheres sujeitam-se a esse pesadelo pelas razões mais diversas, entre as quais o peso daa regras em sociedade, até em países mais desenvolvidos e nas classes mais favorecidas economicamnete. Como os apoios de vizinhos e familiares são casos isolados, deve existir uma norma legal que penalize pesadamente os que não respeitam a sua companheira. Aliás, como tudo nesta vida: os que prevaricam têm de ser chamados à ordem, já que a sociedade foi a forma de organização que o Homem criou e há que cumprir as regras de convivência em grupo, entre as quais é basilar o respeito pelo indivíduo.

João Branco disse...

Alguma pessoa que tenha estado presente pode dar algum feed-back?