Declaração Cafeana

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Hoje, 31 de Maio é, ao que parece, o Quit Facebook Day. Em português, o Dia de Desistir do Facebook. Segundo esta notícia, «é uma iniciativa de utilizadores descontentes, que têm apelado a que as pessoas apaguem as respectivas contas. E é mais um dos muitos protestos recentes. Até ontem, porém, apenas 25 mil pessoas tinham manifestado interesse em abandonar o site - uma minúscula fatia dos mais de 460 milhões de utilizadores.»

Pois bem, tendo em conta que neste momento me encontro num país onde 22% da população tem uma página no Facebook, resolvi saltar fora. Por várias razões, a mais óbvia das quais é o facto de não ter tempo para ela. Não faz qualquer sentido estar ali com um sítio, mesmo que virtual, com 369 «amigos» e não ter tempo para estar com eles. Nem sequer são seguidores, como no Café Margoso. Esses seguem-me e eu sinto-os por cá. Vem tomar um café, deixam uma morabeza e vão à suas vidas. Não tenho qualquer obrigação para com eles a não ser, talvez, manter o café activo, interessante, com debate e partilhas que possam interessar a todos. E mesmo assim, é tão difícil, nem vos passa pela cabeça.

Pelo que, meus caros, lamento, mas resolvi desconectar-me destas redes sociais. Não fazem mais sentido para mim. Com o Google, não há como não me encontrar. Quem quiser saber de mim, é a coisa mais fácil do mundo. O Twitter também vai pelo mesmo caminho. Delete. Gosto cada vez menos de fingir que estou não estando. Preciso cada vez mais de estar, estando mesmo. Além de que, quem quiser me enxovalhar ou fuscar na minha vida privada, fica com um bocadinho mais de trabalho. Portanto, nada de dramas porque como é óbvio, a gente se vai continuar a ver por aí. Se for num local físico, público ou não, com um vinho ou uma cerveja, para uma boa conversa, melhor ainda. 



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7 comentários:

zito azevedo disse...

Aplaudo com todas as mãos que tenho disponíveis...Até porque há razões muito menos prosaicas para caír fora dessa e doutras ditas cadeias sociais...

Lily disse...

Quanto mais não seja, encontramo-nos por aqui, para beber um cafezinho!!!

Isto das redes sociais gera grandes discussões. Desde anti-social, a antiquada, já fui apelidada de muita coisa por por não querer aderir.
Foursquare...a próxima rede social que promete fazer furor...
Não gosto de dizer nunca... mas sinceramente, não me parece...

Amílcar Tavares disse...

JB, versão unplugged! :))

daivarela disse...

Boa iniciativa, até porque nessas redes sociais encontras pessoas que te pedem amizade, mas que não te dão o bom dia quando encontram-te na rua.

Ten disse...

Eu não concordo, para quem está longe dos seus amigos é uma boa maneira de estar a par do que acontece. Está claro que tudo tem os seus prós e contras. Eu não sou um seguidor desses redes sociais, mas acho que vieram trazer mais coisas boas do que más. Sabemos que quem inventa esses redes sociais são multimilionários, há coisas menos bons que desconhecemos, mas também só se mete nessas redes o que quisermos.
Ten

Catarina disse...

oh... eu vou ter saudades tuas por lá :-(, mas claro que vou continuar a tomar cafezinho por aqui!

Anónimo disse...

Confesso que aderi ao Hi5 e ao Facebook por pressão de ex-colegas universitários, dos quais tenho grandes e boas recordações, sem falar nas sudades.

Foi tb graças a essas redes que consegui localizar grandes amigos que há muito tinha lhes perdido o rasto.

Há no entanto que dizer que muitas pessoas utilizam essas redes para passar a mensagem de que são populares (através do número de amigos), quando na verdade são super-hiper-mega-antipáticos... na rua, nem um simples "oi" nos dão.

Outros, que não tem nada que fazer, vivem pendurados nessas redes fussando a vida dos outros, simplismente para "tmá bône".