A Pina Baush conseguiu em vida algo que muitos poucos artistas almejaram: foi uma criadora de ícones. As muitas imagens - espantosas metáforas corporais e imagéticas - que ela criou em cada um dos seus espectáculos são, e serão, potentes sinais do que foi, e é, a dança (e o mundo) contemporânea do século XX e XXI.
Daqui um mês estreia um filme sobre a vida dela, realizado pelo não menos conceituado Win Wenders, e já está marcada uma ida ao cinema na minha agenda. Vejam o trailler, aqui, e digam lá se isto não nos deixa água na boca.
Cada vez que sou confrontado com um movimento criado por Pina Baush mais certo fico de que é mesmo a arte e a criação artística que dá beleza e poesia ao mundo. Hoje em dia, cada vez mais fundamental. Vital. Sem isto, somos meros animais em precoces e vazias lutas por diferentes poderes.



3 adoçantes:
Belo post João! Vi esta senhora com a sua compainha de Dança de Wupertal nos anos 80 em Basileia.
Como está escrito na foto do teu post escrito em alemão: Dancemos, dancemos, se não, estamos perdidos!
Obrigado pela tradução, Tchalé!
Assisti a dois espetáculos da Pina Bausch no Brasil (um deles era o Mazurca Fogo, e no outro, a dança acontecia toda em cima da água) e fiquei com o coração na mão!
A moça que está na foto do seu post é quase seguramente a filha de um antigo adido cultural do Brasil em Cabo Verde, o Moura.
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