Nome: Krystal, fotografada por Manuel Librodo

Nacionalidade: Filipinas

E Deus criou a mulher...



Vejam a galeria completa aqui. É um deslumbramento...







Dicionário do Diabo Margoso

Eleitor
Indivíduo que goza do previlégio sagrado
de votar numa pessoa que foi escolhida
por outra pessoa.

Ambrose Bierce








Terrivelmente ofensivo... Protesto!




Ontem, aqui no Margoso demos conta dessa ideia defendida num Fórum na cidade da Praia, de que a Internet deveria ser gratuita. O debate continua e por isso se publica um estudo da Universal McCann de Março último, sobre o impacto dos serviços de web social no mundo. A análise deste estudo foi feita por vários sites e blogues, entre os quais está o site obvious. Pelo interesse e pertinência, aqui se divulgam algumas das conclusões.

Então é assim:

Foram entrevistados 17 mil utilizadores de internet em mais de 29 países, demonstrando tudo aquilo que já se adivinhava e que é sempre importante frisar.

  • A grande maioria dos utilizadores está a produzir conteúdo, havendo uma tendência cada vez maior na participação.
  • A expressão dos conteúdos ricos, como vídeo e podcasts é cada vez mais uma realidade.
  • A simbiose entre marcas, publicitários e serviços web nunca esteve tão ao rubro, em parte pelo papel aglutinador dos serviços sociais.

O estudo é extremamente pertinente num momento em que os novos media se posicionam num mercado completamente dominado pelas grandes marcas e portais. Já muito se disse sobre influência e sobre a verdadeira democratização dos serviços e conteúdos que, agora, estão completamente fora do controle racional de uns poucos, para se tornar num verdadeiro ecossistema vivo, complexo e autónomo.

Apesar de toda esta linha de pensamento ser de simples percepção para muitas pessoas que vivem estes tempos de mudança, não deixa de ser tremendamente interessante observar alguns números verdadeiramente esmagadores.

Algumas notas do estudo:

  • Os Media sociais - orkut, facebook, myspace, outros - são assumidamente um fenómeno global, independentemente dos mercados, das economias envolventes e dos desenvolvimentos sócio-culturais. Se você está ligado à internet, decididamente você usa um serviço social.
  • Os mercados Asiáticos lideram totalmente em termos de participação e criação de conteúdos.
  • A plataforma de vídeos é a que está em mais rápida expansão, subindo de 31% de penetração em 2006 para 83% de penetração em Março de 2008.
  • 57% dos internautas juntaram-se a plataformas de Social Networking, elegendo-as como o principal meio para produzir e partilhar conteúdo.
  • 55% dos utilizadores fez upload de fotos.
  • 22% dos utilizadores fez upload de videos.
  • A economia dos widgets está em franca expansão:
    - 23% dos utilizadores instalou uma aplicação
    - 18% dos utilizadores de blogs instalou uma aplicação.

  • Os blogs tornaram-se decididamente mainstream. 73% dos utilizadores são leitores blogs»

    Pode-se ter acesso ao estudo integral, em formato PDF, aqui.

    O Brasil lidera o ranking mundial de visitas diárias em blogues, estando no 4º lugar do ranking mundial de utilizadores da Internet, liderado pelos EUA: Eis porque penso que em Cabo Verde ainda temos muito que andar, para entrar num índice digno de um país PDM. E avançar para uma descida radical de preços, para acesso a conteúdos na Internet, seria um primeiro (e decisivo) passo para se lá chegar.





  • Soncent tem destas coisas.

    Eu explico, nada como sair do avião ATR no aeroporto de S. Pedro, depois de alguns dias no estrangeiro, e apanhar com aquele vento da ilha, que parece que ali está para nos dar as boas vindas. Só quando sentimos na face esse vento tão característico é que podemos ter a certeza que voltamos a casa.

    Mas hoje, o senhor Vento está abusado. Parece que quer levar tudo à frente. Está imponente e malcriado.

    Faz-me lembrar um filme da Disney que vi no meu tempo de criança, «Se a Minha Cama Voasse». Mais um pouco, e o vento leva-me, dentro de casa e tudo.

    Há dias assim.


    Imagem: se o Papa estivesse hoje em Soncent, seria assim...





    1. «A Internet, mesmo em países como Cabo Verde, deve ser livre e gratuita», defendeu Manuel Frexes, presidente da Associação de Correios e Telecomunicações dos Países de Expressão Portuguesa (AICEP), entidade que esta semana realizou o seu XVI fórum, na Cidade da Praia. Tenho que dizer que concordo com esta ideia, que é sustentada pelo seu autor, no que diz respeito à sua sustentabilidade: «Pode ser sustentável se houver outras formas de receitas, nomeadamente a publicidade». Uma outra via, sugere, «seria o Estado financiar uma parte dos custos decorrentes dessa universalização». Isto para dizer que com os actuais indices de utilização da Internet em Cabo Verde e os custos que todos temos que suportar, ainda falta muito para que o país entre, no que diz respeito a esta temática, num índice PDM. Eu apoio o movimento «Internet de graça pa tud gent, grinhassim!». Fonte: http://www.asemana.cv/

    2. Encontrei na net um teste que nos mostra qual o nosso grau de dependência em relação ao café. É fácil de fazer. No meu caso particular, os resultados não são muito assustadores. Sou 75% dependente do café. Mas não fala de cafés virtuais! Façam o vosso teste, aqui.





    Hoje, dia 03 de Maio, é
    Dia Mundial da
    Liberdade de Impensa


    De acordo com o mais recente estudo da Freedom House, um grupo de reflexão americano sobre o jornalismo e a liberdade da imprensa, apenas 18 por cento da população do mundo tem acesso a uma imprensa livre. Este relatório anual sobre a liberdade da imprensa faz um análise ao conteúdo que é impresso, radiodifundido e do jornalismo online com relação ao enquadramento político e legislativo de cada país e às pressões políticas e económicas que podem ter impacto em organizações noticiosas. Segundo o relatório, o nível de liberdade de imprensa piorou em 2007 pelo sexto consecutivo.

    Para a Freedom House, Cabo Verde tem um "score" de 28 pontos (Portugal, por exemplo, tem 16; o Senegal, 49; Os EUA, 17), o que é uma boa pontuação considerando o panorama mediático em África. Para esta instituição, m Cabo Verde, a auto-censura é um dos maiores obstáculos a que Cabo Verde tenha uma verdadeira liberdade de imprensa.

    Fonte: Notas de Café e A Semana

    Site do Freedom House, aqui



    Se estiverem no Mindelo, vão ver, que vale a pena.
    Se é bom, não sei. Mas o certo é que as nossas mulheres estão de volta!

    «Mulheres na Lajinha»




    «Uma energia cantagiante e digna de muitos aplausos.» (Micaela Barbosa)

    «Uma grande homenagem à mulher cabo-verdiana e, ao mesmo tempo, um dos maiores sucessos do ano.» (Jornal A Semana)


    Uma encenação de João Branco, a partir do romance «No Mar da Lajinha», de Germano Almeida. Com Elisabete Gonçalves, Ludmila Évora, Silvia Lima e Zenaida Alfama.

    Onde & Quando?

    38ª Produção Teatral do GTCCP - IC
    Auditório do Centro Cultural do Mindelo

    09 e 10 de Maio 2008 às 21h30





    Pois é, caros clientes, atingimos a Pergunta Cafeana nº50. Por ser uma das áreas de maior participação no Café Margoso, pensamos que vale o destaque e o balanço. Então cá vai:

    As minhas cafeanas preferidas são:
    (para continuar o debate, basta clicar no número)






    1. «Estamos à espera do quê?»
    2. «Qual é a distância entre a Memória e o Esquecimento?»
    3. «O romântico crioulo é um personagem ficcional que apenas existe nos videoclipes de zouke love?»
    4. «Serei o único a considerar que o estilo de dança do Jorge Neto vale bem uma candidatura a Património da Humanidade?»
    5. «Um Starlet é uma manifestação exterior de pobreza?»


    As cafeanas mais participadas são:
    (para continuar o debate, basta clicar no número)






    1. A poligamia do macho crioulo faz mesmo parte da sua natureza ou isso é apenas uma boa desculpa para justificar o injustificável? (51 comments)
    2. Qual a distância entre a Memória e o Esquecimento? (33 comments)
    3. Qual é a forma mais rápida e eficiente de ensinar crioulo a um mandrongo deslavado? (30 comments)
    4. Não suportar o cheiro das lojas dos chineses é um sintoma de xenofobia? (29 comments)
    5. Qual dos Sete Pecados Capitais é o mais genuinamente cabo-verdiano? (29 comments)

    Já são 50 cafés para oferecer. Que venham mais 50, porque eu não sou um homem de muitas certezas! Perguntar é comigo...





    Existe um beijo genuinamente cabo-verdiano?


    À melhor resposta, ofereço um café





            Ah quem me dera ir-me
            Contigo agora
            A um horizonte firme
            Como um embora

            Ah quem me dera amar-te
            Sem mais ciúmes
            De alguém em algum lugar
            Que nem presumes

            Ah quem me dera ver-te
            Sempre ao meu lado
            Sem precisar dizer-te
            Jamais cuidado

            Ah quem me dera ter-te
            Como a um lugar
            Plantado num chão verde
            Para eu morar-te

            Ah quem me dera ter-te
            Morar-te até morrer-te!


            Vinicius de Moraes


    Imagem: Norah Jones e Judi Law, em «My Blueberry Nights»





    Este filme foi muito mal recebido pela crítica, ao que parece é um pastelão, mas é aqui colocado por várias razões. Pela estreia de uma actriz auspiciosa, pelo (restante) elenco, pelas imagens e pela tradução do título do filme decidida em Portugal.

    Falo do filme intitulado «My Blueberry Nights», do realizador Kar Wai Wong, que estreia esta semana em Portugal. Marca também a primeira experiência cinematográfica de Norah Jones, e só por isso justifica uma ida ao cinema. Mas não é só: ela vem acompanhada de mais duas belas mulheres, Natalie Portman e Rachel Weisz. E, claro, Jude Law, também ele um belo actor em todos os sentidos.

    O filme conta-nos a história de Elizabeth (Norah Jones), uma jovem mulher desencantada, que embarca numa viagem de reencontro emocional para esquecer um coração partido. À medida que as feridas emocionais começam a desaparecer, as experiências de Elizabeth com uma série de estranhos levam-na a novos e inesperados capítulos na sua vida. Dos devaneios poéticos do proprietário de um café (Jude Law), às propostas desesperadas de uma jogadora numa maré de azar (Natalie Portman), ao laço quebrado entre um polícia perturbado (David Strathairn) e a sua rebelde esposa (Rachel Weisz), estes indivíduos redefinem a perspectiva de Elizabeth sobre a vida, os relacionamentos e finalmente a sua própria identidade.



    Pela sinopse parece interessante, as imagens são lindas (uma delas vai ter um post próprio), mas parece que não tem entusiasmado. E pelo que se pode ouvir na net, tem uma banda sonora maravilhosa. Eu iria ver, se houvesse um cinema.

    Finalmente, uma referência à tradução para o mercado português do titulo do filme. Originalmente chamado «My Blueberry Nights», foi traduzido (?) para «O sabor do amor» (!). Mesmo que a tradução literal possa ficar esquisita («As minhas noites qualquer coisa»), sempre seria melhor do que o resultado final.

    Melhor, muito melhor, neste caso, o título no Brasil, «O Beijo Roubado». Não há acordos ortográficos para títulos de filmes?