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Foi solicitado ao Café Margoso a divulgação deste festival de curtas-metragens, com a razão principal de que "gostaríamos muito de contar com filmes cabo-verdeanos em nossa mostra.". Numa altura em que o panorama audiovisual crioulo parece estar a rejuvenescer, eis o desafio lançado aos nossos produtores e realizadores. As inscrições estão abertas até ao próximo dia 12 de Maio. Nu bai!


MOSCA 7 – Mostra Audiovisual de Cambuquira
11 a 15 de julho de 2012
Inscrições abertas
até 12 de maio

A MOSCA - Mostra Audiovisual de Cambuquira é uma mostra de filmes de curta-metragem focada na difusão da produção audiovisual brasileira e na formação de público crítico. Além da exibição de filmes, a programação conta com debates, oficinas, exposições, clubinho e café da MOSCA.
Cambuquira está localizada no Circuito das Águas mineiro e abriga o Cine Elite: antigo cinema da cidade que permaneceu fechado por aproximadamente 20 anos e foi revitalizado em 2001 pelo Espaço Cultural Sinhá Prado, onde acontece a MOSCA. A mostra chega a sua sétima edição em 2012.

A inscrição de filmes para participar da seleção da MOSCA 7 pode ser realizada gratuitamente pelo site www.mostramosca.com.br

Podem ser inscritos filmes de ficção, documentário, animação, vídeo experimental, infantil e vídeo coletivo; com duração de até 30 minutos. O caráter competitivo da MOSCA 7 se dará através do Júri Popular.  Os espectadores poderão votar nos curtas ao final de cada sessão e eleger o “Melhor Curta da MOSCA 7 – Júri Popular”, 1º, 2º e 3º lugares.

Os três primeiros colocados receberão prêmios em serviços de empresas da área audiovisual. 





A Fox divulgou a primeira imagem de Anthony Hopkins caracterizado como Alfred Hitchcock: o actor interpretará o famoso realizador britânico no filme "Hitchcock". O argumento do filme remonta os bastidores da produção do clássico suspense "Psico", de 1960, com base no livro "Alfred Hitchcock and the Making of Psycho", de Stephen Rebello.

Mas o filme promete mais: a actriz americana Scarlett Johansson dará vida à célebre Janet Leigh, que é assassinada no chuveiro, numa das cenas mais famosas da história do cinema. De acordo com a revista "People", as filmagens começaram na última sexta-feira, 13 de Abril e a estreia está prevista para 2013.

Pela imagem, estou cá com uma daquelas sensações que Hopkins protagonizará um papel que lhe valerá, no mínimo, mais uma nomeação para os Óscares.





Quando será que vamos todos perceber que o Éden Park já lá não está, não por culpa do Governo ou da Câmara Municipal, mas sim por culpa nossa? Culpa nossa, sim, que abandonamos o cinema para ficar em casa a ver vídeos pirateados. Essa é que é essa.


“O mar e o cinema 
eram as únicas formas de sair da ilha.”




O olhar documentarista de Blaufuks conduz-nos a São Vicente (Cabo Verde), pelas memórias que o cinema deixou nesta ilha. Assente num interessante trabalho de pesquisa, tanto pela riqueza dos depoimentos, como pelas imagens, “Eden” é um filme que mergulha no imaginário contemporâneo de um povo e de um lugar através da relação destes com o cinema. (Catarina Cabral)

Na próxima semana, duas sessões, dias 29 e 30 de Junho, no Centro Cultural do Mindelo.




Está acontecendo. Só o cartaz abre o apetite de um evento único como este...















Belas imagens do filme "Ulime", de Tambla Almeida




Jane Russell
(1921 - 2011)

Uma das morenas mais bombásticas da história do cinema, morreu. Um estrela apagou-se. Os homens preferem as loiras? Quem disse?




Para quem ainda duvida que na arte, o acto de criação não é um acto de sofrimento e de entrega total, deve ver este filme magnífico. Quem acredita, também deve ver. Extraordinária interpretação de Natalie Portman, que com este trabalho se coloca como principal favorita a receber o Óscar de melhor actriz deste ano. Fantástica realização: nunca a dança - nomeadamente a dança clássica - foi filmada com esta profundidade, leveza e intensidade. A realização faz-nos ser o ar que esvoaça com cada movimento de cada bailarino, ser o chão onde eles deslizam e sentir, um pouco, as imensas dores que lhe é exigido para dançar com tanta paixão. Obrigatório.





«Fotografia é verdade. 
Cinema é verdade vinte quatro vezes por segundo.»

Jean-Luc Godard - Cineasta francês [na foto, frame de "O Desprezo", de 1963]



Café dedicado às falas mais marcantes da história do cinema. Comentários sobre memórias do filme, onde foi visto, com quem e o que este trouxe às vossas vidas. Quem aceita o desafio?




"Dadinho é o caralho,
meu nome agora é Zé Pequeno porra!"


[Fala do filme A Cidade de Deus, dita pela personagem Zé Pequeno, interpretada por Leandro Firmino, naquela que foi, à época, a sua primeira experiência como actor.]




Café dedicado às falas mais marcantes da história do cinema. Comentários sobre memórias do filme, onde foi visto, com quem e o que este trouxe às vossas vidas. Quem aceita o desafio?




"I see dead people."


[Fala do filme Sexto Sentido, dita pela personagem do jovem rapaz, interpretada de forma sublime por Haley Joel Osment]



Café dedicado às falas mais marcantes da história do cinema. Comentários sobre memórias do filme, onde foi visto, com quem e o que este trouxe às vossas vidas. Quem aceita o desafio?



"Louie, I think this is the beginning 
of a beautiful friendship."


[Última fala do filme Casablanca, dita pela personagem interpretada por Bogart]






No Mindelo, na bela galeria Zero Point Art, sexta-feira, dia 12, abertura às 21h. Passem a palavra por favor. Vale a pena ver este trabalho do César Schofield Cardoso.


Concepção e Realização: César Schofield Cardoso
Direcção Artística: César Schofield Cardoso
Co-Criação: César Schofield Cardoso, Lúcia Cardoso, Ndú, Nuno Barreto, Djinho Barbosa,

Produção: Fundação Amílcar Cabral
Produção Executiva: Samira Pereira
Secretária de Produção: Leonor Rodrigues

Acolhimento e Apoio: Palácio da Cultura Ildo Lobo

Agradecimentos: João Paradela, Padre Campos, Sylvie Guellé, Dudu (Djuntarti), Associação Movimento Hip-Hop e aos grupos: B.Boss, Black Side, Central Side, Karaka, Kingston, Nito.G, Nunous, Shade.B, Va.Boss


Para mais informações, consultar aqui





Tenho achado uma piada tremenda ao cliente que por aqui anda com as suas frases cinematográficas. Começou com o Clark Gable e o famoso "Frankly, my dear, I don't give a damn", uma espécie de "estou-me a cagar" aristocrático, com um pouco de mais classe, que vem repetindo até à exaustão. A frase é retirada do filme E Tudo o Vento Levou, onde o personagem interpretado pelo galã dá uma vassourada tremenda à pobre Scarlett que, perdida de amores, se humilha praticamente se ajoelhando aos pés do seu adorado, perguntando desesperada "if you go, where shall I go, what shall I do?" Bem, como acontece na maioria das vezes em que as mulheres acham por bem se humilhar desta forma, acabou ouvindo o que não queria.

Agora mesmo, arranjou outra, também bem clássica, a do Robert de Niro, no filme Taxi Driver, que no auge da sua loucura revoltada, treina o uso de uma arma em frente ao espelho, falando consigo próprio, numa deliciosa sequência que já me inspirou uma cena na peça O Doido e a Morte, protagonizada pelo Luis Morais: "You talkin' to me? You talkin' to me? You talkin' to me? Then who the hell else are you talkin' to? You talkin' to me? Well I'm the only one here. Who the fuck do you think you're talking to?" Neste caso, o que o cliente deverá querer dizer, de forma criativa, é quem é que eu me julgo para estar a dirigir-lhe a palavra, que o melhor seria ficar no meu canto se não quero levar com um tiro na testa. Mesmo que seja um tiro metafórico.

Devo dizer que, como cinéfilo que sou, estou a adorar a brincadeira. Não sei quem é, mas desconfio. Aliás, tenho quase a certeza quem é o artista. Sugiro-lhe que continue, sempre anima aqui o estabelecimento. Há muitas frases fantásticas na história do cinema prontas para usar, ditas em cenas marcantes por personagens não menos famosos. Como aquela do Marlon Brando n'O Padrinho, quando afirma: "I'm going to make him an offer he can't refuse." Portanto, estejam à vontade. Na falta de cinema no Mindelo, sempre nos vamos entretendo. E pelo menos ninguém se arrisca a acordar com a cabeça de um cavalo empapada em sangue em cima da própria cama.





Produção nacional. Ousada. Atrevida? A ver, sem pre-conceitos. É já amanhã, na Academia Jotamonte. A menina dos olhos grandes é a Laura. Orgulho de pai, de coração grande, claro.







Longa vida ao Festival Internacional de Cinema de Cabo Verde, na ilha do Sal, que vai decorrer entre 14 e 17 de Outubro. E porque não um protocolo com o Festival Internacional de Teatro do Mindelo - Mindelact, para passar os filmes premiados na ilha do Porto Grande em Setembro do próximo ano? Fica lançado o repto. Porque todos somos poucos.

"Sob a liderança da V!VA !magens, o objectivo do Festival é abranger Arte, Cinema, e Indústria, ao criar um bazar global de excepcionais filmes e realizadores de filmes. Em parceria com o Município da Ilha do Sal, o Festival terá lugar de 14 a 17 de Outubro do ano corrente, na Vila de Santa Maria e Espargos."

Aplausos!

Vejam o sítio oficial, aqui.





«Zabriskie Point», de Michelangelo Antonioni (1970)






Há algum tempo que não trazia aqui algumas sugestões de cinema. Pois bem, vou deixar aqui duas, ambas fora de filmes fora do circuito da indústria do cinema americano, porque convém variar e há muito bom cinema para além daquele que se faz com o dinheiro de Los Angeles. Ambos já se conseguem encontrar no mercado de vídeo.

O primeiro desses filmes, «A Turma», realizado pelo francês Laurent Cantet, venceu a Palma de Ouro na penúltima edição do Festival de Cannes, e mereceu o aplauso unânime da crítica e do público: “Inteligente e sensível” (Les Inrockuptibles), “Excepcional, Sério, Subtil, Incisivo, Perturbador, Cómico” (Le Monde), “Energia transbordante” (Télérama), “Poderoso e Hipnótico (Libération), “Extrema coerência” (Cahiers du Cinéma) foram algumas das palavras usadas para descrever um filme essencial no debate sobre a educação e a democracia nos dias de hoje.

O filme, baseado num livro de François Bégaudeau, segue um ano de um professor e da sua turma numa escola num bairro problemático de Paris, microcosmos da multietnicidade da população francesa, espelho dos contrates multiculturais dos grandes centros urbanos de todo o mundo.



A segunda sugestão vem do sempre animado mercado brasileiro. «Estômago», realizado pelo estreante em longas metragens Marcos Jorge, é a história da ascensão e queda de Raimundo Nonato, um cozinheiro com dotes muito especiais. Trata de dois temas universais: a comida e o poder. Mais especificamente, a comida como meio de adquirir poder. E pode ser definido como “uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária”.

No elenco desponta o actor baiano João Miguel, como protagonista, numa interpretação muito bem conseguida, num filme já muito premiado no circuito de festivais um pouco por todo o mundo. É divertido, despretensioso e, sobretudo, muito bem feito.





O Instituto Camões - Centro Cultural Português (Pólo do Mindelo), e a Rabidá Audiovisual Cultural estão organizando a estreia oficial do filme “ULIME”, realizado por Tambla Almeida. A apresentação desta obra, curta-metragem de 19 minutos, acontece no próximo dia 28 de Maio, sexta-feira, às 18h30 , na Academica de Música Jotamont, no Monte Sossego (São Vicente), seguido de uma conversa com o realizador.

Sinopse
Na secura da paisagem saheliana, Blimunde, boi-gente, sofre os tormentos da canga que já não existe e da falta de recursos que ainda subsiste. Desterrado e sem encontrar razões para uma condição nova, este herói esquecido começa a desentender-se com o seu próprio isolamento.


Quem é quem nesta produção
Realização – Tambla Almeida
Produção Executiva – Matilde Dias
Som – David Medina
Fotografia – Bob Lima
Montagem – Jack Dias
Assistente de produção: Manuel Lima Fortes
Música – Mick Lima e Baptistinhas
Concepção gráfica - Elson Fortes (Kriativ)
Distribuição/Divulgação – Rabidá - Audiovisual Cultural
Interpretação (Blimunde) – Herlandson Duarte 






Cá está uma notícia (de ontem, portanto nada de confundir com as mentiras tradicionais deste dia) que me deixou água na boca: Al Pacino vai vestir a pele de Rei Lear numa adaptação da peça de Shakespeare para o cinema realizada por Michael Radford, o mesmo realizdor do filme "O Mercador de Veneza" (na imagem), que contou também com a participação do actor americano. Aliás, quem viu o filme, guarda certamente na memória a espantosa interpretação de Al Pacino na famosa cena do monólogo do judeu. Mas não vai ser o único Rei Lear a ser visto nos próximos tempos. Uma segunda adaptação da peça de Shakespeare está também agendada e tem um outro peso pesado para o papel principal: Anthony Hopkins.

Lembro ainda que foi Al Pacino que na sua estreia como realizador em 1996, esteve atrás das câmaras num notável e pouco conhecido filme "À procura de Ricardo III", onde Pacino tenta levar Shakespeare ao comum dos mortais, criticando a ideia de que a obra do dramaturgo pertence ao mundo dos académicos e dos actores clássicos. Uma mistura entre ficção e documentário centrado na figura de Richard III, interpretado pelo próprio Al Pacino, constituído por excertos de acção filmada como ficção a partir da peça, entrevistas a actores como Kevin Spacey e James Earl Jones, imagens de ensaios e conversas com pessoas que Pacino encontrava nas ruas.

"O Rei Lear" é uma tragédia sobre um rei idoso que decide dividir o seu reino entre as suas três filhas, mas que acaba por perder tudo, incluindo a razão. É uma peça fascinante, e já foi adaptado para o crioulo aqui no Mindelo, em 2003. O actor Fonseca Soares foi quem vestiu a pele do mítico personagem. Agora, vai ter concorrentes de peso!






Escrevi sobre este filme aqui. Agora, vai a nova (e definitiva) versão de Kontinuasson ser apresentada na cidade da Praia e recomenda-se que não se perca esta bela obra que tão bem retrata o espírito musical do nosso povo. Imperdível mesmo.

Amanhã, dia 30 de Março, às 16h30, haverá uma exibição para imprensa do filme que contará com a presença do realizador e da equipa de produção. Para além do visionamento em primeira-mão do filme os jornalistas poderão entrevistar o realizador e a equipa de produção.

O filme estreia na próxima segunda-feira, dia 5 de Abril, às 18h30, no Cinema da Praia - Plateau. No dia 6 estreia na Televisão de Cabo Verde às 21h40.

Kontinuason assume-se como um documusical, conta a história de Betty - bailarina da companhia Raiz di Polon, mora na sua terra, Cabo Verde. De Lisboa, chega-lhe uma proposta para viajar e integrar-se num espectáculo de música caboverdiana e começar uma carreira em Portugal. Esta proposta desencadeia nela o sentir profundo e o conflito caboverdiano: a identidade construída pela diáspora desde há séculos atrás. As dúvidas, a saudade, o desenraizamento, planam sobre ela e acompanham-na na sua tomada de decisão. O mesmo dilema de todo o caboverdiano: o desejo de partir, o desejo de voltar…expressado em torno da música, senha de identidade de seu povo.

Participaram, neste projecto, vários artistas entre os quais: Beti Fernandes, Princezito, Samira, Tambla, Denti di Oro, Nasia Gomi, Codé di Dona, Nha Balila, Lela Violão, Sema Lopi, Daniel Rendall, Mário Lúcio Sousa, Cesárea Évora, João Branco, Bento Oliveira, Ferrogaita, Vadú, Grupo de Dança Raiz di Polon e Manu Preto.