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Letícia Persiles, protagonista da série Capitu e vocalista da banda Manacá, num ensaio do fotógrafo Moskow, da Astha Produção.









Isaura Gomes é daquelas mulheres que não deixa ninguém indiferente. Muitos a veneram, outros não assinam por baixo o estilo e o seu modo de fazer política. Independentemente das opiniões, estamos perante uma das mais marcantes mulheres da história de Cabo Verde, cuja coragem e frontalidade (há quem considere essa forma de estar uma irresponsabilidade) lhe tem trazido vitórias e dissabores. Faz campanhas eleitorais com a mesma naturalidade com que salta para cima de um palco a dançar para o seu povo, exteriorizando uma alegria e energia contagiante, incomodando aqueles que pensam que os políticos não se deveriam sujeitar a fazer tais "figuras".

Segundo esta noticia do Semana online, a presidente da Câmara Municipal de S.Vicente encontra-se novamente em repouso, depois ter desmaiado esta quarta-feira, 31, no seu gabinete, logo assim que chegou ao trabalho por volta das 9 horas.  Espero que recupere, até porque nem sempre estando em sintonia com Isaura Gomes, não posso deixar de lhe admirar o percurso de lutadora, de quem sempre procurou tirar da vida o melhor que a vida nos pode dar.

Que recupere o mais rapidamente possível, é o desejo aqui do Café Margoso.






Vou-vos contar um episódio sobre esta mulher: uma vez, estava eu passando pelo Plateau, na cidade da Praia, e ouço alguém chamar-me. Era a Misá, que me cumprimenta com aquela doçura que nos faz acreditar não haver (assim tanta) maldade no mundo. Irradia, como sempre, uma energia positiva, solar, bem disposta. "Ouvi dizer que nasceu a tua segunda filha. Como se chama ela?". "Inês", respondi. "Pois, olha, tenho um quadro meu que quero oferecer à tua filha." 

O quadro é lindo, como a pessoa que o fez. Na dedicatória escreveu: "à Inês, nos Braços da Luz do Mundo. Que a Bondade e a Vontade sejam sempre os teus companheiros. Santigo, Cabo Verde."

Devia haver mais gente assim, como a Misá. Não percam a exposição dela, no I Gallery. Vão sair de lá cheios de coisas boas, de certeza.







Esta bela mulher é Letícia Persilles, actriz e cantora brasileira, que se notabilizou nos últimos tempos por ter sido protagonista da série da Globo Capitu já por várias vezes referenciada neste espaço. É mais do que protagonista. Na minha modesta opinião é mesmo a alma daquela série, o seu olhar domina o ecrã com uma facilidade aterradora; a voz e o gesto fazem o resto: deixam um rasto de arrebatamento em quem tem os sentidos um pouco mais apurados. Ela é também a vocalista da banda Manacá, com presença fundamental na banda sonora desta mesma série. Aqui fica um dos melhores exemplos com um belíssimo tema, "Desejado".









No meio desta violência poeirenta, sangrenta e verbal, é sempre bom poder parar perante uma obra de Luisa Queirós (Passá Korbu). Não há outra como ela. Que os Deuses a conservem por muitos e bons anos.







Oh Brad, nha broder, toma bem conta desta miúda!


[Segundo foi noticiado, o actor apanhou um susto quando a esposa lhe disse ao telefone: “Quando não estás por perto, tenho estes sentimentos horríveis que se apoderam de mim. Tenho a mesma sensação de quando era mais nova e tentei suicidar-me. Sinto-me perdida sem ti, como se me estivessem a abandonar." Fonte: aqui]







De uma forma geral não acho piada nenhuma às modelos. Quanto mais famosas e internacionais, mais esquenzeladas e sem graça. Mas adoro excepções que confirmem a regra. Como a Adriana Lima, claro.








A actriz Charlize Theron, por ter nascido na África do Sul foi a grande estrela convidada para ser a apresentadora da cerimónia oficial do sorteio do campeonato do mundo de futebol de 2010, a ter lugar naquele país. Até aqui tudo bem. Só que a presença de Charlize ficou marcada num dos ensaios por uma deliciosa e politicamente incorrecta brincadeira, já que quando saiu a bola referente à França, a actriz gritou alto e bom som "Irlanda!" Ao que parece os senhores da FIFA não gostaram nada da piada e os franceses muito menos. Por mim, devo dizer que adorei.

Deliciosa tirada. Deliciosa actriz. Deliciosa mulher. Nham nham.

Nota-para-quem-não-sabe: a França qualificou-​​se para a fase final graças a uma batota de Henry, que ajei­tou a bola com a mão de forma des­ca­rada, no golo do empate já quase no final do jogo. Mas claro, era a França e, claro, o árbi­tro não viu, os fran­ce­ses rejubilaram e a França qualificou-​​se. O negócio do mundo da bola agradece.

Nota final: entretanto, no sorteio propriamente dito Charlize voltou a não esconder o seu desconforto com a situação, com uma ou duas piadas de ocasião, certamente dedicadas ao senhor Platini, o rei da transparência à la Juventus e ficamos também a saber que a selecção portuguesa se irá cruzar com o Brasil, a Costa do Marfim e a Coreia do Norte e se passar, o mais certo é apanhar a Espanha nos oitavos. Antes assim, quanto mais cedo forem para casa melhor, que aquela histeria futebolísitca é insuportável. Vá lá, já não está lá o Scolari nem a nossa senhora do Caravagio, mas mesmo assim é insuportável.



Se a Marilyn estivesse no Twitter seria, certamente, esta a sua imagem...






Bela surpresa. Num país pródigo e abençoado pelas belas surpresas musicais que nos vai proporcionando. É que nunca cansa. Sempre aparece algo novo. Como numa grande casa onde, de tempos em tempos, circulam agradáveis lufadas de ar fresco, tornando o espaço agradável e mais apetecível. Falamos do Brasil, claro, o mais musical dos países. Desta vez, a menina chama-se Maria Gadú, que no álbum de estreia e apenas com 22 anos, mostra uma coragem e maturidades raras num primeiro trabalho discográfico, mais ainda com esta idade. Procurem ouvir. É muito bom.

Como aperitivo, uma versão de uma música universalmente conhecida, mas diferente de todas as outras que já tinha ouvido até hoje. Boa escuta.







"Vivemos a mais despida das épocas. A nudez feminina perdeu todo o suspense e todo o mistério."

Nelson Rodrigues - escritor e dramaturgo brasileiro


[Na imagem, a actriz Darren Keith]






Descobri este anúncio que tem um não sei o quê de ingénuo e de poético ao mesmo tempo. Dizem que é mesmo verdadeiro. Não se sabe se teve resultados práticos:

"Jovem, medíocre sob todos os aspectos, procura mulher magnífica sob todos os aspectos, para deambular em locais carregados de história, como os jardins de Versailles, ou em deslocação constante, como os corredores dos comboios."

Anúncio publicado no Libération


Para retratar esta possível "mulher magnífica sob todos os aspectos" escolhi a actriz Rita Hayworth, no papel que fez sonhar várias gerações de homens (e de outras mulheres), Gilda.


Via: aqui
















Porque sim...
[nas fotos, Rosie Huntington-Whiteley]


Adenda Cafeana: Quem quiser ver de que filme foram tiradas estas imagens, é só vir aqui. E a lição que fica é esta: nunca se esqueçam do dia dos namorados ou de alguma data importante. Nunca se sabe que tipo de fera podem estar a despertar dentro da mulher que pensam ter dentro da vossa própria casa. (ver filme, aqui)







"Isto é uma coisa que me confunde. Cresci pensando que havia as mulheres que haviam de ser nossas mães, namoradas, irmãs e esposas e que, à parte dessas, havia as putas. Hoje parece que as mulheres querem ser tudo ao mesmo tempo e ainda profissionais, independentes, emancipadas, desejáveis e mais não sei o quê. As mulheres, e a verdade é esta, confundem-me bastante e não sei se é por serem bipolares ou apenas por terem mudado demais."

Manuel Jorge Marmelo in "As Sereias do Mindelo"



Comentário Cafeano: é muito raro reler um livro. O que até é estranho porque tenho uma péssima memória para recordar livros, personagens, histórias e não poucas vezes passo vergonhas porque estou a conversar com amigos sobre literatura e sobre livros que já lemos - sei que os li - mas dos quais não me lembro rigorosamente nada, passando por um daqueles tipos que dizem já ter lido este ou aquele livro só para fazer figura (de parvo, diga-se). Para esta viagem resolvi vir acompanhado com "As Sereias do Mindelo" - entre outros - que releio agora com redobrado prazer. Talvez porque o domínio me é absolutamente familiar, ou porque o tema me agrada - mulheres e Mindelo -, ou ainda, não custa admiti-lo, porque o Jorge Marmelo é um escritor bestial (embora esteja sempre a dizer de si próprio que é uma besta).





Esta bela senhora, pianista, chamada Gabriela Canavilhas e que, segundo rezam as crónicas, nasceu em Angola há 48 anos (eu nunca pergunto a idade às mulheres, mesmo que procure adivinhar), é a nova Ministra da Cultura de Portugal. Claro que é absolutamente prematuro dizer isto, mas tendo em conta que é uma ministra que entra no Governo depois de Sócrates ter admitido - em tempo de pré-campanha, é certo, mas ficou gravado - que um dos seus erros de governação foi ter dado pouco dinheiro à Cultura; tendo em conta que é uma mulher com currículo, principalmente na área musical; pode ser que esta (surpreendente) aposta acabe por dar certo. Nunca se sabe. Mas se a beleza é fundamental, como disse o poeta Vinícius, temos que convir que este foi um bom início. E se não há, como sabemos, uma segunda oportunidade para se causar uma boa primeira impressão, desejo-lhe daqui toda a sorte do mundo. Já agora, que sirva de inspiração ao nosso Primeiro local, numa futura remodelação!





Lura, fotografada por Nana Sousa Dias






Segundo se pode ler aqui, a revista Esquire considera a britânica Kate Beckinsale, como a mulher viva mais sexy do planeta, sucedendo no título a Halle Barry (confirmem as curvas da mulata publicadas no Café Margoso, aqui). São opiniões. Ela é gira e tal, mas algo me diz que os redactores da Esquire nunca viram a Mayra Andrade ao vivo. Por exemplo.




Aconteceu numa Fnac em Lisboa, eu e a minha filha Laura (de 12 anos) a ouvir um mesmo disco num dos muitos pontos de escuta que estas lojas abençoadas tem por todo o seu espaço de vendas. Foi uma festa, principalmente no tema número 8 (salvo erro), cujo título e refrão começa com a mundialmente conhecida expressão "fuck you". O disco é pop puro e duro, a cantora é britânica e chama-se Lilly Allen. Ao que parece decidiu abandonar a sua carreira musical para se dedicar por inteiro ao teatro, isto numa altura em que é um dos maiores sucessos da pop mundial. Subiu logo na minha consideração. Ah, e o disco em causa, "It's Not Me Its's You" cuja capa está aí em baixo, é mesmo bom. Daqueles que colocam pai e filha a dançar juntos, aos gritos "fuck you", "fuck you" num local público. Coisa muito saudável para contrariar eventuais conflitos de gerações, que irão inevitavelmente bater-me à porta.






          Mudjer sém Homi
          é sima barku sem lemi
          Mudjer sém homi
          é sima vela sem lumi
          Homi sem mudjer
          é sima peskador sem luar
          Homi sem Mudjer
          é sima um katraio sem lar
          Mudjer é sopru divino
          Mudjer é vã di poizia
          Mudjer é vida labado
          Mudjer é purifikaçom
          Mudjer é existéncia di nha kuraçom
          Mudjer é amiga
          Mudjer é kumpanhera
          Mudjer é vizinha
          Mudjer é Mámá
          mudjer é irmã
          mudjer é Tía
          Mudjer é justiça
          mudjer é vida
          Mudjer é alma talhada
          Mudjer é beléza
          Mudjer é nós morabeza

          Manu Moreno


[Tradução: mulher sem homem é como barco sem leme; mulher sem homem é como vela sem lume; homem sem mulher é como pescador sem luar; homem sem mulher é como criança sem lar; mulher é sopro divino; mulher é pedaço de poesia; mulher é vida lavada; mulher é purificação; mulher é existência do meu coração; mulher é amiga; mulher é companheira; mulher é vizinha; mulher é mãe; mulher é irmã; mulher é tia; mulher é justiça; mulher é vida; mulher é alma talhada; mulher é beleza; mulher é a nossa morabeza.]

Fotografia: Cassandra Ventura





Há dois produtos que são claramente muito mais baratos nesse fantástico país chamado Brasil: a comida e os CD's. E não são apenas mais baratos. São fantásticos. A comida é fenomenal, na qualidade e variedade de sabores e cozinhados; a música popular brasileira, vulgo MPB, é por muitos considerada a melhor música do planeta. Portanto, o mais certo, depois de uma pequena temporada por terras de Vera Cruz, é o regresso ser feito, indubitavelmente, com uns quilos a mais, no corpo e na bagagem. 

Desta vez não foi diferente e dentro deste último lote destaca-se, pelo menos para já, o último trabalho de Marisa Monte "Universo ao meu redor" (2006), com um conjunto de 14 belíssimas canções que nos apaixonam à primeira audição. Todas as faixas são belas mas há composições que se destacam, como "O Bonde do Bom", "Vai Saber?", "A Alma e a Matéria" ou "Satisfeito". 

"Os anjos que me carregam / Os automóveis que me cercam / Os santos que me projetam / Nas asas do bem desse mundo / Carregam um quintal lá no fundo / A água do mar me bebe / A sede de ti prossegue." (O Bonde do Bom) 

Para ouvir, sem parar.