Esta tem muita piada...



Via: trivial




Não tenho por hábito colocar vídeos aqui no Café Margoso, mas este justifica-se plenamente. Parabéns, Brasil! (ver notícia, aqui)









Adorei esta fotografia de Andrew Lucas (galeria completa, aqui).

Via: Jumento





Costumo dizer aos meus amigos brasileiros que, para o bem e para o mal, se fosse brazuca só poderia ser carioca. Adoro a cidade do Rio de Janeiro, já tive oportunidade de lá estar muitas vezes e tenho grandes e bons amigos na cidade maravilhosa. É o melhor lugar do mundo para se beber cerveja estupidamente gelada e para se caminhar à beira-mar, entre muitas outras coisas que não podem ser ditas, aqui e agora.

Isto tudo para dizer que estou a torcer para que o Rio de Janeiro seja a cidade escolhida para acolher os Jogos Olímpicos de 2016, decisão que será conhecida hoje por volta das 16 horas, horário de Cabo Verde. Os adversários são pesos pesados, e por Chicago, por exemplo, tivemos o próprio Barack Obama e sua esposa Michelle a fazer as alegações finais em defesa da cidade norte-americana. Vamos lá ver se Deus é mesmo brasileiro...




Apesar do que diz o poeta - que beleza é fundamental - esta "Love Your Body Campaign" é brilhante no conceito. E nem por isso devemos deixar de cuidar do nosso corpo, não é? Eu, por exemplo, recomecei o meu esquema de treinos ontem. Ui!




Série Laço Branco: dia 25 de Novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres.




Muito boa a capa da edição desta semana do jornal A Nação. Aliás, é da mais elementar justiça realçar o esforço que este semanário tem feito para melhorar, não apenas na forma, mas principalmente nos conteúdos. Quase todas as semanas temos publicadas grandes reportagens sobre determinadas temáticas indiciando uma preocupação em ir um pouco além do costumeiro esquema na nossa comunicação social escrita crónica - notícias - entrevista - crónica. Um importante e merecido tributo aos dois gigantes da cultura cabo-verdiana cujo desaparecimento físico deixou Cabo Verde de luto.




E Manuel Veiga, mais o linguista e cidadão do que propriamente o Ministro da Cultura reagiu (aqui) ao autêntico vendaval de discussões que segue na Internet, seja no Fórum de ASemana seja no Tertúlia Crioula (aqui), este último batendo autênticos recordes de participação, com mais de 500 comentários até à data (e com esta longa reacção de Veiga, promete continuar).

Sou daqueles que pensa este tipo de discussão pode ser não só útil como bastante elucidativo sobre a forma como cada um defende os seus pontos de vista, assim como nos mostra como a intolerância, o ódio e a maledicência entre cabo-verdianos está demasiado presente na discussão desta temática da língua. Uma discussão que, pela forma e conteúdo que a caracteriza, pode tanto ajudar a esclarecer quanto a confundir os mais incautos, até porque há argumentos válidos de "um e do outro lado". Além de que acontecem fenómenos curiosos, como o facto de haver alguns indivíduos que acabam dominando o debate, assumindo os mais diversos pseudónimos mas cujo estilo de escrita facilmente indicia se tratar de uma só pessoa; ou o caso curioso de eu próprio ter "aparecido" no debate do blogue Tertúlia Crioula sem ter feito nada para que tal acontecesse (alguém colocou, no meu nome, um dos textos que escrevi aqui sobre o tema.)

Mal ou bem, chama-se a isto socializar uma temática. Ou seja, dar à sociedade a oportunidade de dizer de sua justiça, de se informar melhor, de debater e propor. E o grande avanço que está a ser dado na actualidade, com décadas de atraso, é-nos permitido pelas novas tecnologias, onde centenas de pessoas situadas em locais diferentes do planeta, podem participar, praticamente em tempo real, numa discussão sobre qualquer assunto. Isso é algo que nunca foi feito de forma convincente, sendo que, volto a dizer, o maior erro que se cometeu em todo este processo foi a opção pela política do facto consumado.

Volto a chamar atenção para a postura equilibrada assumida pelo Corsino Tolentino sobre esta matéria (aqui), assim como para a frase final do texto de Manuel Veiga que originou a presente declaração: "Fico por aqui, na certeza de que o debate vai prosseguir de forma serena, assumida, fundamentada, respeitadora, e melhor ainda, se for com a morabéza que tem caracterizado a tradicional idiossincrasia do nosso povo." Sinceramente, pela forma desastrosa como este processo tem sido conduzido, e pelo que se tem lido e ouvido um pouco por todo o lado, parece-me que já vai um bocado tarde. Por aqui ficamos à espera dos próximos capítulos.


Adenda: aconselho a leitura atenta de mais um extenso e elucidativo texto sobre a matéria, desta vez dando ênfase ao aspecto legal e jurídico de todo este processo. A ler, este texto de Virgílio Rodrigues Brandão "A inconstitucionalidade da institucionalização do Alupec - o ius abutendi do cabo-verdiano", aqui.






E porque hoje é Dia Mundial da Música... Não conhecia esta versão do Sting. Umas das mais belas e tocantes melodias da história da música.



Diz-se que uma boa imagem pode valer por mil palavras. Estas duas aqui publicadas, referentes a actualidade internacional, bem que podem ser considerados casos exemplares de imagens que falam por si. Mesmo assim, não resisti em colocar as minhas próprias legendas.



Legenda Cafeana: "este baixote bronzeado que tenha cuidado, que eu nunca lhe dei confiança para tanta intimidade."



Legenda Cafeana: "este gajo não devia ter saído do Spa para vir aqui chatear o pessoal. Estou cá com uma dor de cabeça. Foda-se!"





“Os tentáculos da escrita. A escrita é um polvo, um molusco versátil. Tem infinitos recursos. Escapa sempre. Abstractiza-se. Disfarça-se, adensa-se, adelgaça-se, esconde-se. Impele-se rápida. Compreende tudo: ascese, consolo íntimo, entrega; fluxos, refluxos, invasões, esvaziamentos, obstinação feroz. O seu rigor é místico. É uma infinita demanda. Perscruta o inaudito. Sideral Alice atravessa todas as portas, todos os espelhos. Cruza, descobre, inventa universos. A escrita é um fragmento do espanto, já alguém o disse.”

Ana Hatherly, in «Tisanas»

Via: aqui







"Em matéria de revolta,
antepassados é coisa que não falta a ninguém."

André Breton - Poeta e teórico surrealista




1. Hoje é Dia Mundial da Música e não existem quaisquer razões para o festejar. Aliás, é de admirar o silêncio quase sepulcral da comunicação social em relação a este dia e o silêncio dos próprios músicos, já agora. Até parece que está tudo fantástico no sector. Além de que o nosso maior compositor e poeta popular, Manuel d'Novas, morreu e por muito que se diga que haverá continuadores, a verdade é que deixa um imenso vazio no panorama musical cabo-verdiano.

2. E por falar em vazio e em música (aquela que é, de longe, a expressão artística que mais tem dado ao país), interrogo-me, assim como quem não quer a coisa, como estará a tal escola de música Cimboa, inaugurada com toda a pompa e circunstância no Palácio Ildo Lobo no passado mês de Abril e apresentada como um grande projecto renovador do Ministério da Cultura para a área da formação musical. As últimas notícias é que a infra-estrutura continua ao abandono e os instrumentos musicais a apodrecer. Mas isso são certamente bocas da oposição que, a propósito, tem andado muito desafinada e com um estilo demasiado próximo da cacofonia.

3. E por falar em vazio, oposição e em música, continuo a achar espantoso que ninguém dessa área política se manifeste relativamente à falta de rumo da política cultural deste país, nomeadamente no campo musical. Anda tudo a dormir, só pode. Ou tudo muito preocupado com os seus próprios negócios. Fora um artigo insosso e desprovido de qualquer conteúdo de um tal dono que adora falar de pecados, pouco mais tem sido dito, escrito, apontado, reflectivo e, principalmente, proposto para esta área. Logo se vê que, mesmo que houver mudança política em 2011, no que diz respeito a política cultural e música, vai ser um vira o disco e toca o mesmo.

Fotografia: Vadin Stein