Tem koza más sab k'um bracinha pertôd?


Pergunta feita num comentário por uma cliente margosa

À melhor resposta, ofereço um café




E por falar em abraços, eis um site especializado em «Free Hugs», que pelos vistos já é uma ONG multinacional, mas que ainda não chegou a Cabo Verde (que se saiba).

Vejam o site oficial aqui



E para quem quiser saber mais sobre «abraços», tem este precioso guia ilustrado - «The Illustrated Guide to Free Hugs», onde entre outras preciosidades, podemos saber sobre anatomia dum abraço, benefícios e desvantagens dos abraços, tipos de abraços existentes e respectivas ilustrações para cada um ou tradução da palavra abraço em muitas outras línguas.

Pronto, agora podem perguntar: mas este gajo não tem mais nada que fazer?



Eis um abraço que diz (quase) tudo...





«I'm not George Bush»? Está bem. Realmente, um é um pouco mais baixo que o outro... (Porra, que o homem tem azar com as fotografias que lhe andam a tirar!)




Ao ler esta notícia, fiquei em estado de choque. De facto, os EUA são um daqueles países capazes de tudo, do melhor e do pior. Para quem não quiser mudar de página, vou directamente ao assunto:

Uma escola do estado de Arizona, decidiu proibir demonstrações públicas de afecto entre os seus alunos, nomeadamente abraços que durem mais de dois segundos. Os alunos decidiram protestar contra a decisão que já levou inclusivamente à suspensão de uma rapariga de 14 anos. O protesto público foi a melhor forma de protesto encontrada, até porque ainda não podem processar judcialmente a directoria da escola (como sabemos, nos Estados Unidos tudo é resolvido através de processos judiciais, tendo chegado ao ponto de um cidadão norte-americano ter deciddo processar Deus. Perdeu, é claro!)

Perante esta notícia devo declarar publicamente que sou um fanático de abraços e tenho uma tendência quase suicida de abraçar tudo o que mexa à minha volta. Gosto de cumprimentar efusivamente os meus amigos com um abraço (ou dois, ou três); gosto de ficar abraçado à pessoa amada, mesmo que nada mais aconteça durante um longo período de tempo (pois essa também é uma forma de se fazer amor); gosto de dançar nas discotecas crioulas porque se dança abraçado (mesmo que não saibamos nem o nome do nosso par de dança); gosto quando o melhor momento do dia é aquele em que uma das minhas filhas, ou as duas ao mesmo tempo, se chega e diz, como quem não quer a coisa: «papá, d'm um brassa!»

Seria fantástico se, em vez de um aperto de mão, os comprimentos formais fossem substituídos por abraços. Chegar ao trabalho e ver o patrão, abraça-lo com sinceridade desarmante, ao mesmo tempo que se diz: «Bom dia Doutor, como está hoje?» E chegando na política, é fácil constatar que se José Maria Neves e Jorge Santos se abraçassem em cada uma das ocasiões em que, por acaso ou não, se cruzam nos corredores do poder da capital, hoje não estariam, certamente, tão de costas voltadas.

E o mundo seria melhor!

P.S. Hoje, no Café Margoso, declara-se o Dia Internacional do Abraço (The Hug Day). Abraçai-vos uns aos outros. «Como eu vos abracei, vós também abraçai-vos uns aos outros. Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos: no abraço que tiverdes uns para com os outros.»





Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.
Viver é não conseguir.
Fernando Pessoa

Imagem: «Os amantes azuis» de Chagall


Acaba de ser lançado em Portugal, o novo romance de Manuel Jorge Marmelo, jornalista e o autor do (excelente) blogue Teatro Anatómico, com o sugestivo título «As Sereias do Mindelo» e ainda o sub-título «O homem que gostava de cabo-verdianas». Portanto, as sereias são mesmo nossas, Mindelo é mesmo o do Monte Cara, e o homem do livro não sou eu, mas podia ser.

E como escrevi num post anterior, cá vai: Oh Jorge Marmelo, não dá para me enviares um exemplar? (Não custa nada tentar).

A gerência agradece.


Comentário Cafeano: a propósito desta obra cumpre-me dizer o seguinte: depois de várias visitas às mais belas cidades italianas, primeiro, e ao Rio de Janeiro, depois, não me foi dificil desfazer um equívoco que é praticamente global. Em termos gerais, quer dizer, de senso comum, diz-se que são as mulheres italianas e as brasileiras, as mais belas do planeta. Mas isso só pode ser «verdade» para quem não conhece as tais Sereias do Mindelo, de que o Jorge fala. Não há outro lugar no mundo que tenha tanta concentração de mulheres bonitas. O resto é história. (E agora, Jorge, mandas-me um exemplar?)




Electra, Deusa Grega que simboliza o amor passional pelos pais. Uma espécie de complexo de Édipo, no feminino. Segundo reza a lenda, amargurada e impulsiva, Electra, levada mais pela fúria do que pela maldade, induziu seu irmão Orestes a assassinar sua mãe, vingando a morte de seu pai. No seu tempo, não existia a Playboy.

Electra, Deusa Americana, simboliza o triunfo do silicone e da arte de moldar um corpo de mulher, embora como sabemos, a idade não perdoa, por muito que se tente encontrar o elixir da juventude, como se pode ver pela barriguinha saliente que já não consegue ser disfarçada. Idolatrada principalmente por humanos do sexo masculino, foi uma das mais bem sucedidas colehinhas da Playboy.

Electra, Deusa Cabo-verdiana, simboliza a escuridão e uma das virtudes mais importantes do ser humano: a paciência. Com esta Deusa, amargurada e impulsiva tal como a sua congénere Grega, nunca se sabe o que se pode esperar. Os seus súbitos já programaram a sua morte por diversas vezes, mas ela regressa sempre, mais poderosa e apagada do que nunca. Já recusou vários convites para posar nua na Playboy, porque diz que ninguém a entende nem consegue ver a sua verdadeira essência.




Olhem, uma boa ideia para o Governo, neste momento em que decorrem negociações no Conselho de Concertação Social. Aumentos de salários? Olhem bem para esta figura e depois venham ter comigo!





Atenção, mulheres de Cabo Verde:

Estão cansadas daqueles homens que dentro dos transportes públicos, sentados ou não, não param de olhar para vocês? E mesmo que possam sentir algum orgulho no início - afinal uma crioula é sempre uma crioula - a insistência e a forma desagradável como são praticamente comidas pelo olhar alheio, acaba por provocar algum desconforto.

Sendo assim, aqui vai uma técnica infalível:

1. Tira o teu portátil da mala,
2. Abre-o lenta e calmamente,
3. Liga-o;
4. Assegura-te que o mirone vê bem o ecrã;
5. Abre a tua pagina favorita;
6. Fecha os olhos e vira a cabeça para o céu;
7. Ganha inspiração e abre esta página;
8. Olha para a cara do coitado...


Genial, não?

Imagem do filme «Assédio» de Bernardo Bertulocci
Recebido por mail



Comentário Cafeano: convém tudo isto ser feito com alguma rapidez. A possibilidade de um cassubody que estrague os planos e vos faça ficar sem o portátil, não pode ser desprezada...





Que legenda, para esta imagem?


À melhor legenda, ofereço um café




Segundo o blogue de Nuno Gouveia - o meu preferido para seguir a par e passo as eleições presidenciais americanas - «Sarah Palin pode ter muitos defeitos. Mas para as televisões americanas, ela tem sido um bónus de audiência. Que o digam os produtores do Saturday Night Live, que tiveram os melhores níveis de audiência nos últimos 14 anos. O programa, que contou com a participação da Governadora do Alaska, teve uma audiência de 14 milhões de espectadores, sendo que no inicio do programa chegou a ter 17 milhões.»

Comentário Cafeano: não é de admirar. O povo americano, em particular, e o ser humano, em geral, sempre gostou de uma boa comédia.



Vai estar em reposição, na cidade da Praia, nos próximos dias 24 e 25 de Outubro, Sexta e Sábado. Por enquanto, podemos apreciar estas fotos da peça «Uma Mulher, um Homem e um Frigorífico», de Mário Lúcio Sousa, numa encenação de João Paulo Brito, com Raquel Monteiro e Valdir Brito nos principais (e únicos) papeis.








Fotografias de Anselmo Fortes