Recado ao Jorge

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Uma das grandes vantagens de andar neste mundo da arte, além daquelas mais óbvias como não ter fins de semana ou feriados e chegar todos os dias tarde e a más horas depois de mais um ensaio, é que acabamos por conhecer e ficar amigos de pessoas muito interessantes. Duas dessas pessoas são, a cantora e compositora Mayra Andrade (com quem espero trabalhar um dia) e o escritor Manuel Jorge Marmelo (que escreve aqui). O segundo nutre uma admiração inequívoca pela primeira e tem-no declarado publicamente em alguns dos seus escritos sendo que uma das suas crónicas publicadas no jornal A Nação foi-lhe totalmente dedicada.

Pois bem, tenho uma boa notícia para o meu amigo: a Mayra Andrade, na sua última entrevista dada precisamente no mesmo jornal que publicou a declaração pública do escritor portuense, confessa quando questionada sobre qual livro que está a ler neste momento, que a sua leitura actual é, nem mais nem menos do que "As Sereias do Mindelo", que Marmelo escreveu inspirado pelas suas vivências com as crioulas da ilha do Monte Cara (um belíssimo livro, por sinal).

Pronto, está dado o recado, Jorge. A Mayra Andrade tem um pedaço de ti na sua cabeceira. 




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5 comentários:

Bitim disse...

É muito bom saber que os nossos artistas (da música em particular) passaram a interessar pela leitura. É que em tempos atrás os artistas normalmente revelavam níveis muito baixo de conhecimento, cultura geral e formas de expressão linguística.

Mas é para ler de verdade, e não para "show off", ou para embelezar a biblioteca caseira(risos), como é habitual no mundo dos famosos.

redonda disse...

Conheci o Jorge Marmelo numa sessão de uma comunidade de leitores e fiquei com a ideia que será alguém muito inteligente e sensível...mas apesar de ir ao seu blogue, ainda não li nenhum dos seus livros. Vou tentar encontrar "As Sereias do Mindelo".

JB disse...

Procura o livro sim. É muito bom! Abraço

Anónimo disse...

Essa senhora ..... e ainda por cima canta!

Anónimo disse...

Creio que será mesmo o único pedaço dele que a Mayra terá na sua cabeceira, pois a julgar pelo livro, imagino que não o queira nem inteiro, nem aos pedaços. O livro é mau.