Ao ler este testemunho sobre o estado de degradação do antigo Liceu Gil Eanes, depois Escola Preparatória Jorge Barbosa, do meu bom amigo Joaquim Saial, no seu blogue Praia de Bote, pouco mais há a acrescentar. Foi lá que tive o meu primeiro emprego quando estive a dar aulas (de Ciências da Natureza) durante dois anos e olhar para o estado de degradação dá uma raiva muito grande. Estão à espera que caia tudo? Temos ali um novo Éden-Park? Até quando Mindelo vai continuar assistindo à podridão que o invade, quieto e calado? Até quando? 

"Não lho disse, mas ainda lho direi, que ninguém parece estar interessado nisso, que a indiferença reina, que a memória dos grande cabo-verdianos que por ali passaram não parece ser suficiente para alguém arranjar uns tostões para uns míseros sacos de cimento e para uns baldes de tinta... Ao ver a sua velha casa degradada (em rua próxima do liceu), ao ver o velho liceu a entrar em ruína, as lágrimas afloraram-lhe aos olhos, como ele me contou. Enfim, ao deparar-me com estas imagens que partilho com os frequentadores da Praia de Bote, também as minhas pálpebras se molharam. Era inevitável...

Termino, dizendo que se houver um movimento local que se abalance à tarefa da recuperação deste edifício mais que simbólico, finalmente uma vaga de fundo credível construída por gente séria, terei um cheque disponível para oferecer, com montante correspondente à saudade e à dívida contraída para com ele."

Joaquim Saial

Já não passo pela Praça Nova, porque ver o Éden-Park naquele estado dá-me náuseas. Ao que parece o dono do imóvel estaria preso num outro país. Agora, isto. Vamos continuar, alegremente a assistir a este triste espetáculo?

Espero, ansiosamente, que o meu querido amigo Manuel Brito Semedo, pessoa sempre sensível para estas questões de património, consiga, enquanto vice-reitor da Universidade de Cabo Verde, dar o impulso que falta para a reabilitação deste importante e histórico edifício!





No passado fim de semana, na cidade do Mindelo, a Trupe Pará Moss, grupo de teatro recém-criado e oriundo do 14º Curso de Iniciação Teatral do Centro Cultural Português, apresentou uma série de 3 diferentes espetáculos, o que só por si, é um acontecimento. Mas não é sobre isso que vou falar hoje.

Uma das peças, "As Mindelenses", foi apresentada pela 10ª vez (as outras nove apresentações foram feitas seis no auditório do Centro Cultural do Mindelo - e nem por isso merece um cartaz na exposição que a instituição resolveu promover para lembrar os momentos que "marcam a história do Centro Cultural do Mindelo" - e três no auditório da Academia de Música Jotamont.) Esgotou sempre. Sempre teve uma procura muito superior à oferta, com um desespero na procura de bilhetes que por vezes roçou o surreal. Feitas as contas, neste momento, o espetáculo já foi visto por cerca de três mil pessoas. Notável, se tivermos em conta a realidade da ilha de S. Vicente!

O que faz com que a procura seja tão grande? Encontro três motivos: o primeiro, é a qualidade do trabalho, naturalmente. Se não fosse assim, não teria tanta gente querendo ver a peça. O segundo motivo, as opções de encenação, que passam por um registo cenográfico minimalista e uma construção toda ela sustentada num competente trabalho de interpretação. O terceiro motivo, é a identificação do público com o tema e, principalmente, com as personagens. Mesmo quando as histórias são estranhas, bizarras e surrealistas.

Inspirado no universo do dramaturgo Nelson Rodrigues, a peça retrata a vida de dez mulheres do Mindelo, de dez bairros diferentes da cidade. A separar as cenas, a intervenção do narrador que, com excelentes textos e interpretação de Carlos Araújo, nos leva a viajar por cada uma das zonas. Mas o que provoca esta atração das pessoas por estas dez estranhas mulheres?

Senão vejamos: uma é tão vaidosa que até as nódoas negras provocadas pela violência do marido são motivo de regozijo; outra é cleptomaníaca e polícia ao mesmo tempo; uma terceira tem tantos ciúmes que prende o namorado de forma a que fiquem juntos, para sempre, "como numa moldura"; outra é apresentadora de televisão que vira candidata a vereadora; outra uma beata que incomoda os vizinhos no domingo de manhã para dar catequese mas ao mesmo tempo tem uma vida paralela de luxúria e depravação; uma outra, excita-se irremediavelmente, só por ouvir o crioulo de Santo Antão; outra, só pensa em suicidar-se e ao verificar que o irmão gémeo morre primeiro fica furiosa com o fato; uma é noiva e só quer ser noiva, pelo que arranjar sempre forma de noivar e de romper antes de consumado o matrimónio; outra, é tão invejosa que chega ao ponto de convencer o namorado a matar uma terceira pessoa, para lhe poder roubar a pele e os olhos; e finalmente, uma mulher bonita que não se sente traída pelo fato de o seu marido a trair com outro homem e não com uma mulher. 

Estou cada vez mais convencido que nos cantos e recantos do Mindelo, nos becos, nos quartos, nos guethos, nos esconderijos, dentro dos carros, nas estradas e caminhos isolados, poderíamos encontrar muitas mais histórias destas, mais ou menos macabras e inacreditáveis. O sucesso da peça também se deve a isso: todos ficam encantados com a forma como lhes é permitido, de uma forma tranquila e divertida, espreitar pelo buraco da fechadura da sociedade mindelense. Melhor prenda que essa, não há!




Oh amor, dam un koza!

1. Na passada quarta-feira, enquadrado no ciclo de cinema "Cinco Filmes Cinco Livros", organizado pelo Centro Cultural Português, no Mindelo, tive oportunidade de rever a adaptação que o realizador Francisco Manso fez do romance de Germano Almeida, "O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo", todo ele rodado na cidade do Mindelo, no ano de 1996. Há 17 anos, portanto.

2. Foi com um misto de nostalgia e saudade que vi as imagens da cidade, dos amigos que tiveram papeis no filme - como Manuel Estevão, Paulo Miranda ou Euclides Sequeira - vi-me a mim próprio com um estilo de apresentador de Cabaret (a foto que ilustra esta crónica foi tirada no dia da filmagem com a Cize), e suspirei por ilustres figuras que apareciam no filme e que já nos deixaram, como o Sr. Nena, o Sr. Mário Matos (pai) ou Luís Morais. 

3. Recordei a noite mágica que foi a estreia do filme num Éden-Park completamente lotado, com uma anfitriã - Maria Luísa Marques - feliz e satisfeita, um conjunto bastante razoável de gente mais ou menos importante, mais ou menos conhecida, políticos, intelectuais, artistas e muitos anónimos que participaram nas filmagens como simples figurantes. 

4. O entusiasmo daquela primeira vez foi retumbante, lembro-me do orgulho do mindelense ao ver-se retratado num filme como aquele, dos risos ao se reconhecer esta ou aquela pessoa no grande ecrã, da basofaria e satisfação estampada no rosto de todos e de cada um quando rodeando a Praça Nova, se comentava o filme por todos os cantos e recantos da praça.

5. Tive outra sensação: recordando aqueles tempos, parece-me claro o quanto o nosso Mindelo se transformou, e não foi para melhor. Os cinemas fecharam, a Praça Nova deixou de ser aquele lugar aprazível que tanto gosto dava em passear, conversar, namorar, ver os amigos. Sair há noite pressupõe cuidado, com o medo dos assaltos, cada vez mais violentos, sempre presente. O alcatrão não é tudo e eu senti saudades da calçada nas ruas da morada.

6. Hoje, sempre que passo na Praça Nova, sinto uma energia ruim de que algo mau nos pode acontecer a qualquer instante, a que não será alheio o fato da praça ser uma montra e um resultado dos problemas sociais na ilha, com meninas cada vez mais novas em claras posturas de prostituição, muitas crianças pedindo dinheiro à porta da Fragata, drogados deambulando pelos cantos, jovens alcoolizados, mendigos deitados, não se sabe se a dormir, desmaiados ou mesmo mortos, porque ninguém se dá ao trabalho de verificar o que se passa. Até os loucos, que chegaram a ser símbolo da cidade - quem não se recorda do saudoso K'me Deus? - são hoje corpos estranhos que a maioria prefere ignorar. 

7. Mindelo, a minha cidade amada, mudou muito em 17 anos. Mudou ao ponto de uma grande amiga minha ter resolvido, depois de um período de 10 anos a estudar e trabalhar em Portugal, decidir-se a voltar a viver em S. Vicente e passado algumas semanas, ter voltado a colocar os seus poucos pertences numa mala e regressado, desencantada, à sua antiga condição de emigrante. "Aqui é muito nhê, nhê, nhê, muito falatório, muita riola. Não estava para isso."

8. Percebe-se que hoje seja a Júlia um dos grandes símbolos humanos e sociais da cidade do Mindelo. "Oh amor, dam un koza!". O encanto está lá, a vontade de seduzir também. Mas ninguém mais pode esconder a miséria e a degradação. "Oh, lindo, dam un koza!", parece pedir a cidade do Mindelo aos seus cidadãos. Mas a cidade fica sem resposta e um dia o Monte Cara se transformará no Monte Cala, aquele que fica em silêncio e por isso, consente. 

Mindelo, 04 de Outubro de 2013







Hoje em dia não é muito difícil preencher a página do Facebook com frases bombásticas, citações fantásticas de artistas, intelectuais e figuras históricas (o que não falta por aí são sites especializados em citações) cuja utilização nos fazem sentir mais inteligentes do que somos na realidade. A bem da verdade, eu próprio faço uso dessa estratégia de comunicação, portanto o problema não está aí.  O que me irrita é que, na maioria dos casos, fazemos uso dessas máximas sem conhecer minimamente nem o autor nem o contexto histórico em que elas foram proferidas. Não lemos, não estudamos, não aprofundamos, não refletimos. Nada. Isso sim, me irrita profundamente.

Estamos cheios de iletrados armados em doutores disto e daquilo, e o pior é que quanto maior o poder que tem em mãos - e há a considerar aqui muitos tipos e géneros de poder - maior é a soberba, maior a tendência de se armarem em chico-espertos, de se acharem melhores que todo o mundo e, no fundo - no fundo não! bem na superfície - o que mais se vê por aí é um bando de gente com o poder nas mãos mas que não sabe construir uma frase quanto mais elaborar um discurso digno desse nome. 

Falta estudo, falta leitura, falta profundidade, falta pesquisa, falta interesse. O nosso país está invadido de doutores de pacotilha sentados nos seus cadeirões, que falam do que não sabem querendo nos convencer que sabem mais do que todos os outros. Por isso se dizem impunemente tantas barbaridades e ninguém reage, ninguém diz nada. 

Talvez isso aconteça porque a sociedade civil que temos é também causa e consequência dos seus chefes, responsáveis, superiores hierárquicos ou líderes políticos. Anestesiada por uma ilusão de festa e abundância, de facilitismo e compadrio, não reage porque não tem nem a informação nem o conhecimento para o fazer. Está manipulada pelos mais variados cordelinhos que de forma frágil seguram o seu emprego, a sua posição, as suas benesses e a posição social que julgam possuir por mérito próprio. São moldados por um sistema educativo que não propõe desafios, não provoca a discussão, não exige pesquisa, não tolera a diferença.  

Temos que entender que apenas com o conhecimento nas suas mais variadas vertentes - através do estudo, da leitura, da investigação, do questionamento - conseguiremos tirar a cabeça da areia onde estamos atolados e perceber que há uma pergunta desarmante que sempre podemos fazer a esses donos da verdade: e tu, qual foi o último livro que leste?





Qual a probabilidade do Casimiro Gressivus Teixeira vir a ser convidado para a próxima edição da Casa do Lider? 

À melhor promessa, ofereço um café






''O gato não oferece serviços. Ele se oferece. Claro que ele quer carinho e abrigo. O amor não é de graça. Como todas as criaturas puras, os gatos são pragmáticos.''

William Burroughs - escritor






Na noite em que fiz 35 anos sonhei que estava diante de um espelho e que esse me devolvia um reflexo envelhecido: algumas rugas, muitos fios grisalhos. Tinha eu 53 anos. Toquei no espelho. A superfície recebeu meu toque com a liquidez de uma poça. Sumiram os dedos, a mão. O braço inteiro. Fui tragado para dentro dentro do espelho. Mal abri os olhos e me vi no mesmo lugar, ou melhor, do outro lado, onde tudo era igual a antes, mas de forma deslocada: o que era esquerdo tornara-se direito, e vice-versa. Olhei novamente para o espelho. A imagem refletida aparentava os meus 35 anos vividos. Tornei a tocar o meu reflexo. A superfície dura, fria. Impenetrável. Notei meus dedos envelhecidos. Como todo o resto em mim, 18 anos mais velho.

Por gORj


Foi um prazer e um desafio, interpretar esta personagem. Foi uma ironia e foi uma homenagem ao meu querido amigo Sérgio Grilo. A adrenalina do palco é saborosa, mais a mais quando estamos bem acompanhados, numa produção teatral que tanto gozo deu em fazer. Faria tudo de novo! Ban ban, Caliban!












Há atitudes, posturas e até percursos que apenas o vicio consegue explicar. Escrevo isto a propósito de um comentário do diretor e grande amigo Márcio Meirelles, numa conversa recente. Ao saber que tínhamos montado a nossa versão crioula da “Tempestade” de Shakespeare em apenas 45 dias, com uma equipa de 24 elementos onde só por raras vezes se conseguiam juntar todos na sala de ensaio, com parte do elenco em viagem para fora de Cabo Verde por terem compromissos relativos a outras apresentações, e somado a tudo isto, o fato de a estréia se dar em pleno epicentro do Festival Internacional de Teatro do Mindelo – Mindelact, fez com que nos olhasse incrédulo e sorrisse, com aquela aparente mansidão de quem acolhe um vulcão no peito. “Somos loucos, não somos?”, perguntei-lhe. “Não”, respondeu ele, “o que vocês são é viciados!”

Esta coisa do teatro é algo que poucos conseguem explicar mesmo sabendo que muitos – quase todos nós – temos prontas para atirar em cima da mesa nas conversas e discussões entre os nossos pares, múltiplas teorias de índole a mais variada, seja na área da teoria e história de arte, sociologia, psicologia social, antropologia ou ciência política. Porque fazemos, porque teimamos, porque nos importamos, porque nos sacrificamos, porque nos sujeitamos, porque sentimos prazer na morte inevitável a cada criação que passa, porque somos por vezes tão masoquistas. Numa oficina que tive o prazer de realizar com o mesmo Márcio Meirelles no mítico e fenomenal Teatro Vila Velha, em Salvador, esse foi o questionamento básico: porque fazemos teatro? Cada um dos cerca de trinta participantes deu o seu depoimento, necessariamente curto e improvisado ali, no momento. Uma das respostas que me ficou na memória foi esta “eu faço teatro porque não sei não fazer teatro”. Querem melhor definição de vicio do que esta? Mas o teatro é um vicio diferente, embora seja também uma droga que pode provocar perigosos efeitos colaterais, tais como, ataques de ansiedade, desequilíbrios emocionais, atritos familiares, crises financeiras, hecatombes matrimoniais, lesões físicas, momentos de delírio, períodos mais ou menos prolongados em que os cuidados com a alimentação ficam relegados para segundo plano, e por aí vamos, nesta estrada sempre sinuosa que por mais extraordinária que nos possa parecer tendo em conta todas essas aparentes seqüelas, não tem nada nem ninguém que nos faça desviar do nosso caminho. Uma vez nela, sempre nela. O teatro é assim, vicia a gente. Não podemos passar sem ele e todas as justificações que cada um de nós possa dar para essa insanidade que invade nossas vidas, só piora a situação. Como nos viciados, não há justificação. Apenas desculpas esfarrapadas. Ou no nosso caso, ainda pior, teorias pretensamente científicas. 

Uma atriz cabo-verdiana escreveu há poucos dias num comentário no Facebook, a seguinte frase: “falta de tiatre ta faze gent menus gent” (a falta do teatro faz a gente menos gente). É uma das melhores frases dos últimos tempos sobre este assunto e uma claridade se apresenta perante nossos corações e, sobretudo, as nossas cabeças. É isto mesmo. Garcia Lorca já o tinha escrito, "o teatro é poesia que sai do livro e se fsaz humana", e muitos outros disseram também, frases e poemas, recados e obituários, ditados e pequenos hinos, sobre o quão fundamental é o teatro nos tempos que correm, principalmente nos tempos que correm, tal como já o tinha sido no passado, nos tempos que correram então, há dezenas, centenas ou milhares de anos atrás. Por coincidência, ou talvez não, as mais fantásticas palavras escritas sobre a arte cênica tem o denominador comum de terem sido escritas por gente de teatro, dramaturgos, atores e atrizes, diretores, artistas plásticos, cenógrafos, poetas, dançarinos e acrobatas, palhaços, ilusionistas. Sim, é um clichê mas é isso mesmo: outra coincidência com a droga – só quem experimentou pode entender o que é isto do teatro nas nossas vidas! 

Aqui na cidade do Mindelo, bem no meio do Atlântico, no próximo fim-de-semana, vai nascer uma nova companhia de teatro. A Trupe Pará Moss – TPM, vai se apresentar com três espetáculos diferentes em três dias, um deles em estréia. Neste novo grupo, que tive o prazer de acompanhar durante os dois anos de formação teatral, existe de tudo um pouco, caleidoscópio social da cidade e do amor que esta dedica ao teatro: uma psicóloga, um cortador de vidro, vários estudantes, um militar em inicio de carreira, uma brasileira apaixonada, um monitor de um centro de apoio a tóxico-dependentes, um operário de uma fábrica de enlatados de peixe, alguns desempregados, dois ou três licenciados. Muitos deles, depois de oito horas de duro trabalho nos respectivos empregos, vão para os ensaios com uma energia e uma disponibilidade que envergonha muitos atores ditos profissionais com quem me tenho cruzado nesta caminhada. É por isso que faz sentido falar de vicio. E hoje também faz sentido, recordar uma belíssima frase dita por um conceituado diretor português, Luis Miguel Cintra: “por cada nova companhia de teatro que nasça deviam nascer mil estrelas no céu”. O céu de Cabo Verde, esse, ficará um pouco mais brilhante nos próximos dias.

Fotografia de Diogo Bento



Sinceramente, penso que é mais complicado renascer do que nascer. É mais fácil começar algo do zero do que tentar ressuscitar um moribundo. É o que tentaremos aqui no Café Margoso, e com muito esforço. Para já a coisa complica-se com a escolha de uma nova "face" para o estabelecimento, os problemas com as incompatibilidades, a recuperação de anteriores funcionalidades, o diabo para quem domina de forma muito débil a linguagem destes programas.

Paulatinamente, vamos tentando. Fica a promessa. Melhor, o compromisso.

Abraço




Pois é. Lançado o desafio por um amigo, feita uma pequena e rápida sondagem na minha página do Facebook, aqui está o Café Margoso de novo, para o que der e vier. Penso que este espaço servirá, sobretudo, para me obrigar a escrever e, por essa via, me incentivar a refletir sobre o que se passa à minha volta. Se possível, todos os dias colocarei aqui um post, para me declarar, cronicar, musicar, fotografar, perguntar, questionar, provocar e sobretudo dialogar com quem tiver interesse de acompanhar esse renascimento do margoso, para alguns, já uma marca registada da opinião crioula.

Vamos lá! Longa vida ao Café Margoso!




Meus amigos, até breve. Foi bom enquanto durou. Sigo para outros projectos. O Café Margoso começou como blogue e transformou-se numa imagem de marca. Graças a vocês todos. Um dia há-de haver um café de verdade com este nome (não é, Paulino?). 

Aquele abraço de sempre e um bem-hajam!

João Branco