Faz hoje, dia 11 de Fevereiro, 20 anos que Nelson Mandela foi libertado. Fossem todos como ele e o mundo seria bem melhor. Agora, é esperar o filme que Clint Eastwood acabou de estrear - “Invictus” - e que conta um episódio pouco conhecido de Nelson Mandela ao recrutar o capitão da equipa nacional de rugby para o ajudar a unificar o país. Morgan Freeman, que interpreta Mandela no filme, está nomeado para os óscares 2010, na categoria de melhor actor principal. Vinha mesmo a calhar.

Ver também aqui e aqui.






Mais um belo cartaz de cinema. Um filme que quero muito ver. Tim Burton no seu melhor. O inevitável Johnny Depp completamente transformado. E uma chávena de café em tamanho gigante (não sei se repararam...).






Só quem já ficou horas e horas nos aeroportos do Sal e da Praia nos últimos anos é que pode entender a alegria que esta notícia oferece aos mindelenses. Pelo menos de final de Abril a final de Outubro, e pelo menos uma vez por semana, os TACV vão promover um voo com ligação directa entre São Vicente e Lisboa. Todas as sextas-feiras, para ser mais exacto.

É uma fantástica notícia. Em primeiro lugar porque as viagens vão ficar mais baratas já que deixa de contar a utilização de um aeroporto e o pagamento de uma viagem interna. Calcula-se, assim por alto, que viajar de e para Portugal, custará menos de 20 contos, mais coisa menos coisa. Além disso, os charters que já estão a utilizar o aeroporto, fazendo ligações directas aos Estados Unidos e a Paris, e acredita-se que a TAP, concorrente directa da companhia cabo-verdiana, vá acabar por deixar as suas reticências de lado e apostar também nesta ligação. Porque se o aeroporto serve para uma companhia deixa de ser aceitável que não sirva para outra. Ou seja, ou o Aeroporto Internacional de S. Vicente está operacional ou não está. E pelos vistos, está mesmo.

Eu não sei qual vai ser a sensação de entrar no avião em Lisboa e sair já em S. Vicente. Que vai ser estranho vai. Que vai ser fantástico, também vai. Eu até podia entrar em Cabo Verde por outro lado. Podia, mas não era a mesma coisa.





Mais uma rede social. Apenas mais uma? A Google jura que não, os concorrentes reagiram assim que souberam da novidade. Mal o Google lançou a sua nova rede social, Buzz, a Microsoft e o Yahoo reagiram, mostrando que a nova ferramenta incomodou os dois rivais. Vindas de concorrentes, as críticas são vistas como uma medida do quanto o lançamento do Buzz incomodou. O Facebook e o Twitter, principais concorrentes do novo serviço, contudo, mantiveram o silêncio.

O Buzz concorre diretamente com o maior site de relacionamentos do mundo, o Facebook, que planeja reformular seu serviço de webmail, passando a disputar mais efetivamente com o Gmail, principal serviço de e-mails da internet, pertencente ao Google, ao qual o Buzz foi integrado.

Entretanto, todos seguem todos, mas a verdade é que estamos cada dia mais solitários. O certo é que o pessoal não tem do que se queixar, num lugar onde toda a gente sabe - ou diz que sabe, ou pensa que sabe - da vida de toda a gente, aqui está mais um lugar para saber o que pensamos, o que fazemos, o que sentimos, o que vemos, o que ouvimos e por aí fora. Um destes dias, quem sabe, a gente se encontra no mundo real. Sigam-me.






Ainda não ouvi, mas foi aconselhado por um cliente aqui do Margoso e não podia deixar de partilhar. Não deixem de ouvir (e comprar, já agora) o último trabalho discográfico de Jorge Humberto, "Ar de nha terra". Cá está um músico que, apesar de ser dos nossos maiores talentos na arte de compor canções, provavelmente vai precisar de ganhar algum importante prémio lá fora, para ser reconhecido cá dentro. Ou uma homenagem póstuma, quando for caso disso (figa canhota, figa canhota!). Más un bon trabói de Jorge Humberto, como disse o meu amigo Fonseca Soares.






Para que serve a Arte?


À melhor resposta, ofereço um café







Recebi esta mensagem. Não conheço quem a enviou, mas merece publicação.

Boa tarde!

Ao longo destes anos que levo com este e-mail, acumulei uma data de contactos. Basta espirrar quando um determinado endereço está no ecrã e, ZÁS, ei-lo inserido no livro de contactos.

Como me começa a assustar a dimensão desta lista (e porque acredito que 48% das pessoas não fazem a menor ideia de quem eu sou e vice-versa), optei por enviar esta singela mensagem, para saber de onde é que nos conhecemos (sim, mãe e pai, isto também é para vocês).

Assim, caso não obtenha qualquer resposta no prazo de 27 dias, concluirei que:

- Esta relação tem sido um equívoco, pelo que o único passo sensato a dar é acabar com a mesma;
- Ainda não conseguiste descobrir quem sou eu e porque raio enviei isto;
- Amuaste porque insinuei que não nos conhecemos (sim, mãe e pai, vocês também);
- Borrifaste-te para o assunto porque é da forma como o teu endereço será apagado;
- Esta é uma conta de e-mail que nunca mais foi usada.

Beijocas e abraços conforme o género,

Rafeiro Perfumado





      Para que serve?


      …duas pessoas fizeram-me a mesma pergunta; a pergunta é:

      “Para que serve a poesia?”

      E eu disse-lhes:

      “Bom, para que serve a morte?
      Para que serve o sabor do café?
      Para que serve o universo?
      Para que é que eu sirvo?
      Para que é que servimos?”

      Que coisa mais estranha perguntar-se isso, não é?


      Jorge Luis Borges





Hoje, nada de novo. Depois de uma ronda pelos jornais online e pela caixa de comentários do Café Margoso, ficamos a saber que Hermínia vai ser homenageada a título póstumo, que Jorge Santos anda em campanha pela ilha das montanhas, os anónimos do costume mandaram mais uns comentários a insultar-me e que a ilha da Brava vai ter um campo de futebol relvado - sem dúvida a maior das prioridades. O Jornal do Hiena voltou ao activo, e em força, com o cartoon sobre o Manuel Inocêncio que me atrevo aqui a publicar (pelo menos algo se aproveita deste post insonso). Ah!, e faltam 6 assinaturas para a petição referente ao Éden-Park chegue ao número mil.

Um dia como tantos outros.






        Não te irrites, por mais que te fizerem...
        Estuda, a frio, o coração alheio.
        Farás, assim, do mal que eles te querem,
        Teu mais amável e subtil recreio...

        Mário Quintana





Duas novidades dignas de referência:

1. O regresso de Redy Wilson Lima e do seu Ku Frontalidadi, com novo visual e a mesma irreverência tão pessoal que o caracteriza. O autor enfatiza, no seu manifesto, o facto do seu blogue não ser "um espaço de lamentações e do me myself and i como alguns outros cantos desse mundo virtual", prometendo, por outro lado, ser "mais consistente". Começa bem. (aqui)

2. Virgílio Brandão deixa o Terra Longe apenas para os assuntos mais "sérios" e avança com um blogue exclusivamente dedicado ao erotismo. Com um título sugestivo, Cunnus, o blogue tem já alguns artigos de grande interesse e imagens a condizer. Sublinhe-se o facto de o ilustre causídico avançar nesta empreitada sem a necessidade de se esconder por detrás de nenhum pseudónimo. Longa vida, pois. (aqui)





"Em nenhuma parte do mundo, mas sobretudo em C. Verde, se pode contrapôr a cultura à barriga, pois pode-se chegar ao extremo de matar aquela com um pretexto humanitário, e a história abunda de exemplos desta natureza. O homem não só vive de pão mas também de espírito. É preciso colocar as coisas nos seus devidos lugares e não dar argumentos aos bandalhos."

José Lopes - comentando o post "A Morte do Cinema"


Comentário: lá está, é isto mesmo. Continuamos com o mesmo estigma de há muitos anos atrás. É só ler o ensaio que Manuel Lopes escreveu em 1961, "Os meios pequenos e a cultura", a que já fizemos referência aqui. Não deixa de ser um pouco assustador verificar que dezenas de anos depois andamos a discutir as mesmas coisas, provocadas pelas mesmas visões tacanhas do papel da Cultura e da Arte na sociedade.