Há uns meses descobriram uma gripe terrivel que ia dizimar metade da humanidade. Agora, parece, descobriram a pólvora. Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, diz que a Gripe A foi uma falsa pandemia e que é “um dos maiores escândalos médicos do século.”

Notícia completa, aqui.





A propósito de um outro assunto que não vem para o caso, Daniel Oliveira escreveu o seguinte no blogue Arrastão:

"Uma coisa que me comove é ver gente que não mostra o seu curriculo para poder escrever o que entende a esfregar na cara dos outros o currículo dos outros por causa de coisas que os outros escrevem. Se há coisa que me comove é a coerência de quem exibe o passado dos outros enquanto esconde o seu presente."

Isto para dizer que o meu currículo profissional está online e à disposição de quem o quiser consultar. Folgo em saber que haja quem perca o seu tempo precioso a esmiuçar a minha biografia para depois despejar comentários anónimos na blogosfera, ainda por cima de forma deturpada. Por mim estão absolutamente à vontade. Não tenho nada a esconder, não tenho património material próprio acumulado, nem carro nem casa própria, e tirando uns quadros de alguns artistas plásticos cabo-verdianos que me foram oferecidos pelos próprios, o que tenho é apenas o orgulho do que fui conquistando com o meu trabalho na vertente teatral e está ali, à mostra, no curriculo que faço questão que seja público. Bom saber que somos observados de forma tão atenta. Dá motivação para fazer mais e melhor, principalmente sabendo que esse é o último objectivo de quem faz da Internet o fórum preferencial para o vómito das suas frustrações pessoais e ataques mesquinhos, sob a capa do anonimato.










E por falar em criatividade, vejam só este trabalho espantoso do arquitecto ucraniano Mark Khaisman que abandonou a arquitectura para se dedicar a algo bem diferente: à arte de pintar com... fita adesiva. Fazendo justaposição de diferentes camadas, com o intuito de produzir diversas itensidades de iluminação e sombra, escolhe muitas vezes o cinema como tema principal das suas obras, inspirando-se em frames dos seus filmes de eleição. Simplesmente fantástico.

Vejam a página oficial do artista aqui.





A Culpa

Nunca assumia os próprios erros. Sempre transferia sua culpa para os outros.
Por essa razão, convertido, adequou-se perfeitamente à fé evangélica.

Agora, para tudo o que faz de errado, Satanás é o culpado.


Wilson Gorj em Sem Contos Longos





O Semana online jura que o congresso do PAICV terminou "em apoteose". Pode até ser que sim e devo dizer mais uma vez que me continua a espantar a capacidade de improviso e o entusiasmo quase tocante com que o actual chefe do Governo pontua as suas intervenções. Um governante que chora, como ele fez questão de referir quando descreveu a sua reacção quando visitou as roças em S. Tomé. Ou como parecia que iria acontecer nalguns pontos dos discursos: tivesse a nossa televisão nacional já um canal HD e certamente conseguiríamos vislumbrar uma lágrima no canto do olho do nosso primeiro.

Eu, sinceramente, penso que faltou ali alguma humildade e auto-crítica. Aliás, e só para dar um exemplo, se juntarmos à utilização nos momentos mais apoteóticos, e num país musical como Cabo Verde, de um tema de Vangelis com décadas e já utilizado em inúmeras campanhas políticas (nomeadamente a que deu a primeira vitória a António Guterres em Portugal), uma moldura com o regulamento do monumento à liberdade mandado publicar pelo Ministério da Cultura nestas últimas semanas, facilmente percebemos da urgência na implementação da educação artística em Cabo Verde, antes que seja tarde demais.

A propósito, em conversa sobre o tema, lembrei-me de um episódio a que tenho assistido quase que diariamente, quando vou buscar a minha filha Inês, de quatro anos, ao jardim infantil. No final da manhã, os meninos e meninas estão todos numa sala, com posters de personagens do Walt Disney e da Xuxa vestida de cor de rosa, voltados para uma televisão, que está a passar um vídeo com músicas infantis cantadas em português com sotaque do Brasil, onde uns bonecos passeiam uma bandeira do Brasil e ensinam às crianças alguns dados estatísticos e geográficos sobre esse grande país continental. Ou seja, estão-nos a transformar num brazilim à força, porque hoje, com os meios digitais ao dispor, que dificuldade teria um Ministério da Educação em produzir um DVD com bonecos e crianças falando crioulo, um representando cada ilha de Cabo Verde, cantando músicas tradicionais do arquipélago e aprendendo algo mais sobre as raízes e os costumes do país? E uma vez produzido esse filme, distribuí-lo, gratuitamente, a todos os jardins de infância, em todas as ilhas?

Talvez se isso fosse feito não haveria tantas crianças a chegar a casa cantando as pombinhas da catrina ou o giroflé giroflá (nada contra, mas convenhamos!) e alguém de bom senso se desse conta que a criatividade é um bem precioso que toda a nação deveria saber germinar, cuidar, promover, reconhecer e nele investir algo que se visse. Porque nem tudo está bem. não senhor. Depois que ninguém se admire que sejam dadas horas e horas de destaque a um congresso político na televisão nacional e que à maior actividade de promoção de dança jamais ocorrida na história de Cabo Verde tenham sido dedicados uns míseros minutos num qualquer telejornal.





Aquele tema de Vangelis, da banda sonora do filme Colombo, e que serviu para sonorizar os inícios e finais dos discursos de José Maria Neves no Congresso do PAICV, era apenas uma piada de mau gosto ou apenas o comprovativo (se preciso fosse) de que ainda estamos no paleolítico no que diz respeito à criatividade publicitária e ao marketing (incluindo o marketing político)?



À melhor resposta, ofereço um café










Combinam bem, esta imagem e esta música.
Bom fim de semana.






Não é por nada, mas ao ler esta notícia fico com aquela sensação, sei lá, que me estão a fazer passar por parvo (e a conseguir, o que não é muito complicado, já que me iludo com demasiada facilidade). E como diz o outro, "fico chateado, é claro que fico chateado!" Isto é como casar com uma mulher linda, que se desejou durante anos, e que na noite de núpcias se recusa a coiso e tal porque está com dores de cabeça ou porque alguma entidade lhe colocou um cinto de castidade ou porque algo que devia ter subido, desceu. Simplesmente não se faz... Chama-se a isto má gestão de expectativas.







Abraça-me. E pronto, foi com esta simples palavra que ele enterrou definitivamente (assim pensava) o machado de guerra, pronto para se entregar ao inimigo. Ao inimigo é uma forma um pouco paradoxal de se dizer, porque o amor de alguém por um outro alguém apenas é inimigo de quem tem medo de viver ou, sobretudo, de quem tem medo de ser feliz. Sim, abraço-te. Isto já não foi falado assim, mas sim feito em acção realizada, sendo que a escrita, por muito rebuscada e trémula que seja, nos permite avançar no terreno das palavras sem necessidade de grandes transcrições, sim, abraço-te, pressupõe que ao apelo desesperado (assim pareceu) se seguisse uma resposta em consonância com o desejo e isso é meio caminho andado para a sementeira, que é o que provoca, havendo condições, que algo de novo nasça e veja a luz, não necessariamente ao fundo de um túnel qualquer pleno de angústia e amargura. Abraça-me. Sim, abraço-te. E para terminar esta prosa insonsa dizer apenas que assim ficaram os amantes por um tempo não determinado, a poesia talvez o possa dizer infinito, mas como isto poesia não é, podemos concluir que mais minuto menos minuto irão acordar e chorar ou rir o tempo que permaneceram ligados (desligados do resto do mundo. Quem bom! Que sabe!).





Luís Romano
(1922 - 2010)

Este início de ano não está, de facto, para brincadeiras. Outro grande intelectual que nos deixa. Ler notícia e biografia, aqui.









Hoje a declaração não é minha, mas aqui vai, com a devida autorização:


"Caro João Branco

Sobre os herois nacionais Baltasar Lopes deixou um texto duma grande justiça, próprio dum homem que sabia pensar e sentir o seu pais, no n° 9 da revista Ponto & Virgula sobre os Herois Nacionais. Acho mesmo que poderias reeditar o texto porque é dos raros que pôe o dedo nesta pretenciosa doença nacional e faz justiça à emigração. Estou certo que hoje, dia 22 de Janeiro, ninguém vai fazer uma referência à contribuição dos emigrantes na construção de São Vicente e de Cabo Verde e nenhum emigrante será condecorado por tudo aquilo que tem feito por São Vicente a todos os niveis (económico, social, cultural, politico, etc). Nem direito de voto tem no Municipio que ele construiu do sofrimento deriba d'água de mar. Ontem fiquei banso de ver no Liberal uma declaração do Dr. Jorge Carlos Fonseca na Holanda de que foi o 13 de Janeiro que deu prestigio internacional a Cabo Verde. Onde estava a cabecinha desse homem ao falar para emigrantes que há mais de dois séculos vêm promovendo e divulgando Cabo Verde pelo Mundo? Herois, nessa terra terra nhanhida como dizia Baltasar Lopes, somente o emigrante. Os outros vem atrás e é uma grande injustiça no dia São Vicente, no 5 de Julho ou no 13 de Janeiro ignorar o papel dos emigrantes na vida de Cabo Verde. Desculpa-me esse desabafo mas não poderia deixar passar esta data sem me refererir aos emigrantes que entre outras coisas puseram termo à emigração para São Tomé. Na verdade, como dizia Baltasar Lopes, se Carpistrano de Abreu conhecesse o caboverdiano ele nao diria que o brasileiro é o povo mais ingrato do Mundo.

Luiz Silva - Paris / França"





1. A crise toca a todos e este ano os adeptos do FC Porto, entre os quais orgulhosamente me incluo, não tem muito para festejar. No entanto, a fotografia que ilustra o presente post, explica, sem mais delongas nem indirectas o porquê de ninguém na equipa querer marcar golos por enquanto que o Hulk está no campo. Bendita suspensão!, - que certamente vai durar enquanto outros não tiverem atingido os seus objectivos desportivos (assim também eu!). Pode ser que percam o medo e comecem a jogar futebol, raios os partam!

2. Entretanto, saiu uma notícia, da autoria de Mário Botequilha, no destacável humorístico Inimigo Público (do diário Público), que reza assim:

"A procuradora Maria José Morgado mobilizou vastos meios do Ministério Público e da PJ para investigar os 15 penalties marcados a favor do FC Porto, na eliminatória da Taça de Portugal, contra o Belenenses.

Na quinta-feira de manhã, ao pequeno-almoço, assim que pegou na imprensa de referência (A Bola, Record e O Jogo), Morgado ficou espantada com a desfaçatez do árbitro Olegário Benquerença, que desatou a marcar penalties contra o Belenenses como se não houvesse amanhã e só parou quando o FC Porto ganhou o jogo.

Morgado também mandou investigar as escutas a Pinto da Costa que foram colocadas no YouTube. A magistrada quer saber porque foram divulgadas apenas aquelas escutas, quando havia tantas outras gravações igualmente comprometedoras no processo que também teria sido giro lançar para a praça pública."

É como sempre digo: mesmo em tempos de desgraça valha-nos o sentido de humor.