Um amigo enviou-me esta mensagem: "Alguém me pode explicar como é possivel num dia eu aceder à Internet mais de 25 horas? Sei que uso muito a Internet mas...tanto assim..." Fartei-me de rir. Eu também, como estamos ainda na pré-história da navegação e temos que contabilizar os "gastos" diariamente por causa dos ridículos limites impostos pela empresa, vou todos os dias ao "Informação de Conta de Cliente Internet", para saber quanto ainda me resta e qual a minha margem de manobra.  Nunca reparei no número de horas. Fui confirmar e descobri que também eu tenho poderes fantásticos. Houve um dia com 30 horas! Outro com 26 horas. 

Enfim, faço minhas as palavras de quem me mandou esta chamada de atenção. Abusados...

(Clicar na imagem para  ver melhor)




Esta vai para a Matilde Dias, desaparecida para nossa grande infelicidade dos campos onde se notabilizou há tempos idos. Muitas saudades do Lantuna ou dos seus programas na Televisão de Cabo Verde. Sabemos que a vida dá muitas voltas, mas esperemos que ela faça com que uma das melhores profissionais que vi a trabalhar possa nos brindar com novas iniciativas. O jornalismo cultural ficou a dever e está com saudades tuas.







"Não entendo como alguns escolhem o crime, 
quando há tantas maneiras legais de ser desonesto."

Al Capone - empresário americano





A propósito de peidos: qual o maior embaraço 
a que um ser humano pode estar sujeito?


À melhor resposta, ofereço um café








Joseph Pujol, Le Pétomane (O Peidorreiro)

"Senhoras e senhores, apresento-lhes um fenômeno musical único no mundo: Monsieur Le Pétomane". Assim era apresentado Joseph Pujol, no palco do Moulin Rouge. Um personagem que fez um sucesso incrível no final do século XIX. Pujol chegou a fazer apresentações para os reis Eduardo VIII do Reino Unido e Leopoldo II da Bélgica, incógnitos na platéia. Mesmo Sigmund Freud estava entre seus seguidores. 

O que fazia o senhor Joseph Pujol de tão especial? Bem, pelo nome da criatura já poderão adivinhar: música com peidos. Sim, isso, bufos! Graças ao seu fantástico controle abdominal podia soltar gases à vontade e era capaz de realizar inusitados números musicais como tocar "Au Clair de la lune", "O Sole Mio" e "A Marselhesa", com uma ocarina através de um tubo de borracha colocado em seu ânus.

Soprava uma vela a vários metros e conseguia apagá-la. Nos anos seguintes, incorporou novos números a seu extenso repertório, imitando tiros e tempestades. Acompanhava a leitura de um poema sobre uma fazenda imitando os animais com peidos. O ponto culminante de sua apresentação, sem dúvidas, era uma representação do grande terremoto São Francisco em 1906 com base em uma grande salva final de peidos.

O público ficava, a princípio, chocado, mas minutos mais tarde, o riso era incontrolável. Paralisados pelas gragalhadas, lágrimas escorrendo pelos olhos e bochechas, e a platéia não conseguia ficar um só instante parada em seus assentos. Mulheres com apertados espartilhos da época, tinham que ser atendidas por enfermeiras, habilmente colocadas pelo gerente do teatro, para que todos pudessem ver e pedir socorro no desandar do riso. Só não se sabe o que faziam em relação ao cheiro, porque aquele número artístico não podia, por natureza, provocar grandes prazeres ao olfacto humano.

A propósito, isso faz-me lembrar um excerto do romance "No Mar da Laginha", de Germano Almeida, quando uma das mulheres diz assim: "tenho muito orgulho nos meus bufos! Louvara Deus! Norberto já dzem txeu vez que s’un tivesse nascido na China, fazíamos uma fortuna, dada a nossa imensa capacidade natural de produção de gás!" 


Fonte: aqui 



Trabalho fabuloso de arte urbana, no Rio de Janeiro






Via: Jumento




Sei que estou vivo e cresço sobre a terra.
não porque tenha mais poder,
nem mais saber, nem mais haver.
Como lábio que suplica outro lábio,
como pequena e branca chama
de silencio,
como sopro obscuro do primeiro crepúsculo,
sei que estou vivo,
vivo sobre o teu peito,
sobre os teus flancos,
e cresço para ti.

Eugénio de Andrade

Imagem: Egon Schiele "embrace lovers II"


"Padronizason d'eskrita de lingua kabuverdiana e un vitoria y se kaminhu podê ser rezumid em 3 palavra: un kestão d'abitu."

(E ess li, mim e ke dzel)


Tradução: a padronização da língua cabo-verdiana é uma vitória e o seu caminho pode ser resumido em 3 palavras: uma questão de hábito.





Lela Violão
(1929 - 2009)




"Isso nos coloca diante de uma verdade óbvia: a Gripe Suína não é a primeira grande candidata a martelo apocalíptico, assim como não será a última. Da mesma forma que a humanidade sobreviveu à Gripe Espanhola de 1918 e 1919, à Gripe Asiática de 1957, à Gripe de Hong Kong de 1968 e à Gripe Aviária de 2005 -- apenas para citar algumas das mais alardeadas pandemias causadas pelos Influenza de que se têm notícia --, também irá sobreviver à Gripe Suína, afinal de contas os desde sempre onipotentes Estados Unidos também já sofreram com um surto de mesmo nome em 1976, quando o então Presidente Gerald Rudolph Ford Jr. ordenou a vacinação em massa da população, causando algo em torno de 25 mortes por - pasme - consequência da própria vacinação, contra apenas uma morte ocorrida em virtude da famigerada Gripe Suína."

Jack Sk 
(Fonte: aqui)




O facto de não ter aparecido no dia de ontem com nenhum novo texto, revelou o quanto ele faz falta e é hoje uma referência na blogosfera cabo-verdiana. Retirou do seu espaço por completo a componente da imagem - e é pena, porque por ali impera o bom-gosto - e ainda espero ver uma versão mais ecológica, que é como quem diz, escura (não sei se sabem, mas quanto mais clara é a página, mais energia gasta. O fundo branco é, neste sentido, a aparência menos ambiental...). Mas merece a referência e deferência. Um abraço ao César Schofield e ao blogue Bianda. A minha escolha para o Café da Semana e ali ficará, com o devido destaque na coluna da esquerda, nos próximos 7 dias.







«Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível»

Nelson Rodrigues - escritor brasileiro



Imagem: Monica Bellucci no filme Manuale d'Amore 2