Lembram-se desta imagem em que o cérebro do homem aparecia na ponta do dito cujo no «meio de perna»? Ah pôs! Costuma-se dizer que a vingança é um prato que se serve frio e chegou o dia.

O que dizer desta descrição anatómica do cérebro da mulher? Gosto especialmente da «glândula I told you so»!




A dupla Tété Alhinho e Sara Alhinho
vai estar no Mindelo,
para apresentar e lançar o seu CD a solo



«Cantar com a minha filha tem um sabor de intemporalidade»
«Cantar com a minha mãe é um previlégio»

A não perder!


Vamos ver, ouvir & comentar!


Quando: 07 de Agosto, 20:30 horas
Onde: Academia Jotamont






«Em média, o pentágono consome
666 rolos de papel higiénico por dia»


  • Cinquenta por cento dos ursos polares fêmeas têm um pénis.
  • Charlie Chaplin entrou num concurso para «Melhor Sósia de Charlie Chaplin» e ficou em terceiro lugar.
  • O coice de uma girafa adulta é tão poderoso que pode decapitar um leão.
  • O tempo médio de duração do orgasmo num porco é de 30 minutos.
  • Seriam necessários 1,2 milhões de mosquitos a morder em simultâneo um ser humano para sugar-lhe todo o sangue.
  • 45 por cento dos americanos não sabem que o Sol é uma estrela.
  • Existem mais de 318 mil milhões de combinações possíveis nas primeiras quatro jogadas do Xadrez.
  • Eu estou há 35 dias sem fumar, mesmo que o café o exija.


Interessante? Pois é, tudo isto são informações publicadas no denominado site do «conhecimento desnecessário», mais uma descoberta do Bitaites. Excelente e aconselhável passar por aqui de quando em quando. Nunca se sabe o que se pode aprender...





Sendo Cabo Verde um país de «Sol e praia todo o ano» não deveria ser o horário único para a função pública aplicado durante o ano inteiro, e assim seríamos todos muito mais felizes?


À melhor resposta, ofereço um café




História Exemplar


Entrei.

— Tire o chapéu — disse o Senhor Director.
Tirei o chapéu.
— Sente-se — determinou o Senhor Director.

Sentei-me.

— O que deseja? — investigou o Senhor Director.

Levantei-me, pus o chapéu e dei duas latadas no Senhor Director.

Saí.


Mário-Henrique Leiria, in «contos do gin-tonic»




Tive oportunidade de rever ontem o filme «Match Point» que deverá ser o mais bem conseguido filme de Woody Allen da última década e por várias razões:

1. Tem um elenco formidável, com destaque óbvio para a beleza sobrenatural de Scarlett Johansson, cuja primeira aparição no filme - em que está a jogar ténis de mesa - resulta numa sequência absolutamente divinal (ver sequência de imagens em baixo);

2. Não tem o próprio Woddy Allen no elenco nem a história se passa em Nova Iorque, o que nos impede de sentir aquele dejá vu que inevitavelmente sentimos quando vemos um novo filme deste cineasta;

3. Tem um argumento muito bem construído, com uma bela história e brilhantes diálogos, que nos agarram ao filme do primeiro ao último minuto;

4. Mostra algo em que eu acredito profundamente: podemos ser brilhantes, trabalhar mais do que os outros, ter uma inteligência ou beleza acima da média, mas há uma factor que, se não decide, tem uma enorme influência nos acontecimentos da nossa vida: a sorte.




Eis algumas frases de críticos sobre o filme:

«(...) espantoso filme britânico de Woody Allen. Drama só esparsamento polvilhado de humor, inglês até à raiz dos cabelos» por Jorge Leitão Ramos (Expresso)

«Match Point é o melhor filme de Woody Allen em uma década. Revela uma garra de jogo, uma intencionalidade e uma firmeza de passes curtos - isto é, ideias de "mise-en-scène" - que já não se esperava de quem parecia degastado pela rotina. E que não são habituais num cineasta com a idade dele» por Vasco Câmara (Público)

«Match Point não é apenas um prodígio de escrita; é também muitíssimo bem representado e filmado de forma hipnótica e com uma sobriedade que Allen não demonstrava desde Celebridades» por Tiago Pimentel (Premiere)

Vejam, que vale a pena. Ou revejam, que também vale a pena.




1. Não seria mau se tentassemos aprender com o que está acontecendo com o ensino superior em Portugal. Com a liberalização das universidades, nasceram nos anos 80 e 90 múltiplas universidades privadas, a vender cursos, sonhos e diplomas. A qualidade do ensino, essa, nunca foi controlada. Hoje, o que se sabe é que, em vários casos, a única preocupação na fundação de uma instituição de ensino superior era o lucro. Depois do escândalo com a Universidade Independente, fecham mais duas privadas, a Internacional e a Moderna, por decisão do Ministério da Ciência e do Ensino Superior português, por «não reunirem as condições mínimas exigidas». Durante todo este tempo, quem perdeu foram os alunos que investiram muito do seu tempo e dinheiro na sua formação e muitos bons professores que lá davam aulas. E em Cabo Verde? Não se deveria exigir um maior cuidado? Parece-me que sim...

2. Entrou em vigor o famoso e apreciado horário único na Função Pública que deve prolongar-se até o fim deste mês. Portanto, durante este mês de Agosto a Administração Pública cabo-verdiana vai funcionar das 7 às 14h30, excepção feita aos serviços cuja natureza exigem trabalho de turno, bem como a polícia, bombeiros, hospitais e outros que, segundo o estipulado na lei, devem estar sempre de prontidão. Isto faz-me lembrar uma cronica de Geraldo Almeida em que ele falava da nossa impregnada «moleza nacional», defendendo que se devia distinguir a preguiça nacional da moleza nacional. Salvo melhor opinião, o que permite separar estes dois conceitos é o elemento vontade. A preguiça consiste na vontade dolosa de nada fazer; ao passo que a moleza traduz-se na vontade de fazer alguma coisa, yá, tudo bem, mas, devagar, com sornice, na descontra. A pressa é inimiga da perfeição. O horário único de Verão assenta como uma luva neste conceito!




«Que musicais supresas encerra a mudez dessas cordas retesas?». Que mistério, estará à nossa espera, por detrás daquela porta?

Via: Jumento


Bom fim de semana!




Lágrimas (de crocodilo)


«Também as lágrimas são úteis; com lágrimas, comoverás diamantes; faz, se conseguires, que ela veja o teu rosto banhado de pranto; se as lágrimas não aparecerem, pois nem sempre surgem no tempo certo, esfrega os olhos com as mãos molhadas. »

Ovídio, in «Arte de amar»


Imagem: «crying girl» de Roy Lichtenstein





        Como se houvesse uma tempestade
        escurecendo os teus cabelos,
        ou, se preferes, minha boca nos teus olhos
        carregada de flor e dos teus dedos;

        como se houvesse uma criança cega
        aos tropeções dentro de ti,
        eu falei em neve - e tu calavas
        a voz onde contigo me perdi.

        Como se a noite se viesse e te levasse,
        eu era só fome o que sentia;
        Digo-te adeus, como se não voltasse
        ao país onde teu corpo principia.

        Como se houvesse nuvens sobre nuvens
        e sobre as nuvens mar perfeito,
        ou, se preferes, a tua boca clara
        singrando largamente no meu peito.

        Eugénio de Andrade


        Imagem: fotografia de Robert Pietraga





Um acontecimento: abriu na cidade da Praia uma livraria privada.

Isso mesmo, a «Livraria Nhô Eugénio» abriu as portas ontem, dia 31 de Julho, às 19H30, e ao que parece com uma grande adesão da comunidade praiense. Segundo os relatos de quem lá esteve temos ali uma bela livraria, com uma diversidade enorme de títulos e áreas, o que vem colmatar a falta que fazia um espaço desses na capital. Fica na Achada de Santo António, ao lado da CV Multimédia.

De referir que a cidade do Mindelo também tem, há alguns meses, uma livraria privada, mais modesta, mas que não deixa de ser o resultado de um enorme esforço dos seus promotores. Chama-se «Semente» e fica na mesma rua do edifício onde está instalada a Universidade Piaget, bem ao lado da Praça Nova.

Um senão importante: os preços são muito caros, comparando com os preços dos mesmos títulos praticados em Portugal. Imagino que isso seja por causa dos custos de transporte e de alfândega (lembram-se de ter sido anunciado aqui que os livros eram considerados «produtos de luxo»?). Alguém pode-se informar como é realmente, ou seja, que tipo de taxa pagam os livros para entrar em Cabo Verde? Já agora, gostava de saber.


A Livraria Nhô Eugénio parte para já em vantagem, por várias razões:

1. Tem um magnífico aspecto (ver na imagem);
2. Serve café (margoso ou não);
3. Os livros estão ao mesmo preço que tem nas grandes livrarias como Bertrand e Fnac, em Portugal, dado que o gerente conseguiu acordos com editoras portuguesas.

O seu promotor Maurício Carvalho já afirmou «que as expectativas em relação a este negócio não são nenhumas». E se mostrassemos ao homem que ele não tem razão?





Só para contrariar, e porque hoje é dia primeiro, cá vai: detesto o mês de Agosto. É, sem dúvida, o pior mês do ano. As razões são muito simples e estão relacionadas com o facto de este mês trazer alguns aspectos da vida diária que não combinam comigo. E são eles:

1. O calor excessivo: por estes dias, o ar começa a ficar insuportável, e acordamos a cheirar a mofo por causa do suor;

2. A praia entupida: adoro o mar, mas não gosto de praia e do que ela representa, principalmente quando se enche de gente de tal forma que fica dificil conseguir estar 5 minutos sem levar ou com uma bola na cara ou com um monte de areia pelo corpo todo. Mais a mais, em Soncent, com o vento que temos por aqui, fica ainda mais dificil. Praia, só a Lajinha, de madrugada e isto é, quando dá para acordar;

3. A paródia desmedida: fica tudo meio maluco durante o mês de Agosto, são festas por tudo quanto é lugar, eventos, misses, feiras d'zona e fica ampliada essa tendência da nossa sociedade, já tão presente nos outros meses do ano, de «despôs de passá sabe, morrê ka nada». Os problemas, esses, ficam debaixo do tapete;

4. A fogueira das vaidades: é o que a Praça Nova se transforma no mês de Agosto, com a exibição de roupas «chiques», de perfumes de marca e de linguas estrangeiras (em bocas crioulas!).


Agora, para que não pensem que estou de má fé, não me custa nada admitir que o dia mais marcante da minha vida até hoje foi precisamente o dia 17 de Agosto de 1997, dia em que nasceu a minha filha Laura. Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, não é? Festa por festa, prefiro o final do ano. Tem um banho colectivo há meia noite e recordai às sete da manhã...