Se estiverem no Mindelo, vão ver, que vale a pena.
Um grande musical, em reposição!

«Biografia dum Criôl»




O que disse a Semana:

«(...) quem encheu o auditório do Centro Cultural do Mindelo sorriu e também riu a bandeiras despregadas, emocionou-se até às lágrimas com as alegrias, peripécias e desventuras de Djón, Naiss, Frank, Djindja, Rosy, Nhu, ora recordando as suas vivências, nos anos 60 a 90, ora descobrindo um mundo novo onde palavras como Buldónhe, Fnhanga, Merguióde bóca na vidre, Matim, Ca ta mjá na nhame, Brajêr, Dá pinôte ou Badjôdje eram assim como comer e dormir. Porque Biografia dum criôl é a vida do cabo-verdiano, de todo o cabo-verdiano, em 90 minutos. E, sim, merece e deve ser visto por todos os cabo-verdianos aqui e além-fronteiras.»

Teresa Sofia Fortes - A Semana



E já agora, o que diz o Café Margoso:

E não é esta também a função do teatro? Fazer-nos sorrir, divertir, emocionar, recordar e descobrir? Para aqueles que pensam que o único teatro válido é aquele que não é compreendido, ou melhor, aquele que não procura ser compreendido, ou seja, aquele teatro intelectualóide-de-trazer-por-casa que não estabelece o elo de ligação entre quem faz e quem vê, esses sim estão doentes e moribundos. Estão mortos para o teatro. E eu não gosto de coisas mortas. Tal como o teatro, gosto da vida!


Onde & Quando?
4ª Produção Teatral do Sarron.com, em reposição
Auditório do Centro Cultural do Mindelo

26 de Julho às 21h30
27 de Junho às 20h30



Mais informações ver em http://sarronteatro.blogspot.com/




Ferro Gaita
(Música finkadu na raíz)


12 anos a dar(-nos) música!




Nome: Lura

Nacionalidade: Cabo Verde

E Deus criou a mulher...






Djavan já não vem, mas vem aí uma Rainha

Era, sem dúvida, cabeça de cartaz do Festival Baía das Gatas 2008, mas segundo foi noticiado Djavan já não vem, por dificuldades de agenda. É pena, porque este magnífico músico brasileiro tem muitos fâns e admiradores em Cabo Verde.

No entanto, quem foi anunciado está à altura do desafio e da substituição, embora possa ser menos conhecida em Cabo Verde: Margareth Menezes. É uma das maiores senhoras da música baiana, bem ao nível de uma Ivete Sangalo ou Daniela Mercuri. Acreditem, eu vi esta senhora ao vivo, no Circo Voador do Rio de Janeiro, e ela é uma bomba no palco.

Baía vai gostar, de certeza!






«Help small artists to become great»
Uma campanha muito interessante e criativa!

Fonte: Jumento




O César Schofield foi dizer de sua justiça no programa 180º, que infelizmente não vi.. A conversa só pode ter sido boa. Vai daí e o Tide publica no seu Pedra Bika algumas considerações bem interessantes sobre cultura, artistas, politica cultural e desenvolvimento. Pelo interesse e pertinência, aqui ficam algumas das passagens mais interessantes.


Então ele escreve assim:

«Partilho da ideia da cultura como um elemento central da estratégia de qualquer plano de desenvolvimento. Limitar a cultura a eventos ou mercantilizá-la é redutor e felizmente esta é apenas uma das dimensões sob a qual se pode abordar a cultura e o seu papel no desenvolvimento.

Há a dimensão simbólica da cultura, e aí reside o seu valor incomensurável, no entanto essa é a óptica mais frágil e abstracta sendo assim a mais complexa. Nesta abordagem, a cultura transcende as expressões materiais (livros, shows, cd´s ou autoria) para o pano de fundo que constitui a identidade crioula ou matriz sob o qual expressamos a nossa autenticidade enquanto povo.

Esta dimensão é essencialmente imaterial mas implícita no homem cabo-verdiano. São os nossos códigos, símbolos, modos, usos, reflectidos no folclore, na tradição e na contemporaneidade. No fundo é tudo o que nos enforma e identifica. Cabral debateu esta questão demonstrando que há uma relação implícita entre o modo de produção de um povo e a sua cultura.

Exige-se é que os poderes públicos estejam atentos e intervenham, onde seja necessário, para proteger, reforçar ou facilitar o acesso do povo à cultura seja pela arte, pela educação, pela formação profissional, pelo desporto ou por qualquer outra forma de realização humana.

Isso amplia a missão dos poderes públicos, mas também transfere outra responsabilidade para os cidadãos e criadores. (...)

Se temos uma cultura viva que foi dito valer um diamante bruto, o seu valor na prática nem sempre é medido pelo preço e sendo assim as manifestações, serviços e produtos culturais raramente se reflectem no PIB.

Contraditoriamente, quando se vê o valor de artistas, como a Cizé, que vendem alguns milhões de cópias no mercado mundial, mas cuja riqueza produzida é contabilizada nos países que detêm o registo dos respectivos direitos autorais, então sem dúvida precisamos repensar o papel da cultura no contexto do desenvolvimento e de uma vez por todas.

Para isso o César diz que os artistas precisam ser ouvidos e levados a sério. Concordo a 100%. Como uma sociedade carente de soluções pode descuidar-se e não levar em consideração os artistas e criadores? As fragilidades e condições estruturais das ilhas sempre impuseram ao homem cabo-verdiano a busca de soluções e atrevo-me a dizer que sempre fomos criativos na sobrevivência. (...)

Entendo que nada isolado é nada, tudo tem que fazer parte do todo para fazer sentido. Daí penso que a nossa missão individual só soma quando adicionada ao todo. Do mesmo modo, fazem pouco sentido as acções nobres do MC, como o projecto de regresso do Navio Ernestina, quando tudo o resto carece de um norte, a pergunta é pertinente: Afinal qual é a agenda do MC? O que é prioritário?

Do que é colectivo para o nível individual, acho contraditório os artistas refugiarem-se numa redoma e faz-me pensar até que ponto os próprios artistas não estarão a ser egoístas em relação ao seu próprio povo donde bebem a seiva da arte que praticam.»

Muitas e boas ideias para discutir, não é? Para início de conversa, não está nada mal!


Fotografia: galeria de Kizó Oliveira





O que é que dói mais:
a dor de corno ou a dor de cotovelo?


À melhor resposta, ofereço um café



Porque (algumas) imagens valem por mil palavras

Vale mesmo a pena ir espreitar esta galeria de imagens
do Kisó Oliveira.

Placa do Aeroporto S. Pedro - S. Vicente


Lajinha - S. Vicente


Cais do Porto Novo - Santo Antão



Imagens: galeria do Kisó Oliveira, aqui





O Djinho Barbosa publicou um post polémico e bombástico. Intitulado «Café Margoso é uma fraude», pode-se ler que «do café, não vi dono, placa, nem mindelense que soubesse do seu endereço. É coisa para dizer, cuidado minha gente há fraude na blogsfera.» Mas eu fui mais longe e lendo os jornais e ouvindo a rádio ou vendo a televisão conclui que a verdade, havendo uma só verdade, é só uma mesmo e é esta: eu sou uma fraude!

As razões são várias:

1. O Café Margoso não existe (?);
2. O Teatro em S. Vicente não existe (?);
3. O Grupo de Teatro do CCP não existe (?);
4. O Mindelact não existe (?);
5. O Público do Mindelo não existe (?);
6. A Arte (assim, com letra grande) não existe (?);
7. Eu não existo, apesar de pensar (?);


Como diz o Senhor Milhões ao Governador, na peça «O Doido e a Morte» (uma peça que nunca existiu, nunca foi feita, nem aplaudida, cá e lá): «tu não existes, és uma sombra e pfff! Faço-te desaparecer como uma sombra! Tenho que suprimir a ninharia da vida, estas duas coisas não podem mais coabitar: este sonho dorido e imenso, o grotesco de todos os dias, quando do outro lado galopa e passa uma coisa sôfrega e doirada...»

Socorro, tirem-me deste filme (mesmo que seja uma hilariante comédia!)! Ou seja, um sonoro hahaha!





O Jazz crioulo de Hernani Almeida

1. O concerto do Hernani Almeida, para apresentação do seu album de estreia «Afronamim» foi um acontecimento enorme em todos os sentidos. Digo eu, que não sou crítico de música, mas que não posso ficar quieto nem conter as apreciações de momentos tão inolvidáveis, como aqueles que vivi na noite de Sábado passado. E passo a explicar porquê:

2. O público: o auditório da Academia Jotamont estava a rebentar pelas costuras. A plateia de 325 lugares estava completamente cheia e pelo menos mais umas 75 pessoas em pé, nos diversos corredores. Um público composto, maioritariamente, por amigos do Hernani e que, por o serem, também eram, maioritariamente, entendidos em música. Se o jovem músico ainda não sabia, ficou a saber nesta noite: Soncent é dôd na el. E mais uma vez ficou provado, se preciso fosse, que o público do Mindelo reconhece o talento lá onde ele existe. E que não aplaude a mediocridade. Antes pelo contrário.

3. A produção: ora cá está uma das razões porque a maioria dos concertos pagos, organizados em salas de espectáculo, não tem muita gente. Falta produção. A todos os níveis: promoção, design, som e luz a condizer. Este concerto teve tudo isso ao mais alto nível. A sala tem uma boa acústica - apenas perturbada por vezes com um ruidoso sistema de ar condicionado, melhorou com a enchente de pessoas, o som estava equilibrado e de excelente qualidade, a luz (do meu amigo César Fortes) valorizou, e de que forma, o aspecto visual do espectáculo. Enfim, apetecia dizer que estavamos a assistir a um show «de gent grande».

4. Os músicos: fenomenal, é o mínimo que se pode dizer em relação a este concerto. Os músicos que acompanharam Hernani, virtuoso e com uma identidade própria na guitarra, estiveram à altura da responsabilidade e do acontecimento. N'du (que já acompanhou Tcheka) esteve muito bem na percussão, Vando Pereira no baixo e Carlos Pereira, a grande surpresa, quanto mais não seja por ter apenas 15 anos, foi um teclista de uma qualidade técnica e um virtuosismo espantoso («um génio», segundo o próprio Hernani). Kisó Oliveira foi também convidado para tocar um tema, com o seu contrabaixo eléctrico visualmente imponente. Todos estiveram fantásticos. Não se encolheram na hora dos improvisos, souberam acompanhar com um rigor criativo os temas do Hernani que foram sendo tocados. Em suma, excelente quarteto, um quarteto de jazz, como há muito não se via nem ouvia em Cabo Verde.

5. Finalmente, o próprio Hernani Almeida. Pelo talento, pela humildade e pela postura ao longo do concerto. Sempre tímido (mas menos do que o habitual porque aqui «só estão pessoas que eu conheço»), foi apresentando as músicas com pequenas explicações, que reflectiam quase sempre a sua própria personalidade. Como a música em que ele confessa ter feito por tentar «imitar o Voginha» (presente, com Bau, na primeira fila do auditório) ou a história que relata a sua ida a um concerto de música sinfónica no Porto, onde lhe deu uma enorme vontade de estar ali no meio daqueles músicos, na orquestra, a tocar com a sua guitarra. «Como não pude, un fazê ess musikinha».

6. Uma noite memorável. Seria bom que aprendessemos, de uma vez por todas, que ouvir música ao vivo, pode ser feito não só em grandes palcos onde a grande maioria nem está ali para ouvir música, ou nos hoteis, bares e restaurantes, que não tem as condições próprias para quem quer, realmente, ouvir e apreciar alguns dos muitos talentos que temos neste abençoado país.

7. Uma palavra final, no que ao concerto diz respeito, para a Câmara Municipal de S. Vicente. Teimou que queria finalmente abrir a Academia Jotamont e abriu. Esta infra-estrutura, aos poucos, vai-se habituando à cidade e vice-versa. Já temos tido encontros, foruns, cerimónias, teatro e concertos de música. O concerto de Hernani Almeida provou que, com uma boa produção, temos aqui uma excelente alternativa para fazer no Mindelo um programa de concertos musicais de alto nivel, em todos os sentidos.

8. Relativamente ao disco «Afronamim», o mínimo que se pode dizer é que quem ouviu o concerto e ouvir o disco para casa, não se vai sentir defraudado. E neste momento, este é o maior elogio que se pode fazer a esta primeira experiência discográfica de Hernani Almeida, a face emergente do novo jazz crioulo. (Que bem que sabe dizer isto: o novo jazz crioulo!)


Mindelo, 21 de Julho de 2008

Fotografia de Spenk




    O amor é o amor - e depois?!
    Vamos ficar os dois
    a imaginar, a imaginar?...

    O meu peito contra o teu peito,
    cortando o mar, cortando o ar.
    Num leito
    há todo o espaço para amar!

    Na nossa carne estamos
    sem destino, sem medo, sem pudor
    e trocamos - somos um? somos dois?-
    espírito e calor!

    O amor é o amor - e depois?!


    Alexandre O'Neill in. "Poesias Completas"



Bom fim-de-semana



Os spam's são a versão informática daqueles folhetos de super-mercados que colocam nas caixas do correio dos prédios sem autorização dos donos. Fazem publicidade, na maioria enganosa, que tem muitas vezes o objectivo de invadir o computador com virús e outros elementos nocivos que prejudicam o seu normal funcionamento.

Eis alguns dos exemplos mais «inovadores»


Conseguir remédios sem receita também é base para mensagens não solicitadas. Até pilulas contra a disfunção erétil, como o Viagra, entram na jogada. Há versões de que oferecem a pílula em versão "de ervas".



Um clássico do spam é a promessa de alongar um membro da anatomia masculina. A promessa não é recomendada por médicos, mas pela quantidade de mensagens que circulam, deve haver quem acredite.



Você recebe mensagem informando que uma tia faleceu e lhe deixou herança bilionária. Para receber o dinheiro, basta encaminhar o e-mail para 666 pessoas. Ficar rico parece fácil.



"Olá, te amo" — assim, spammers buscam se basear na carência do destinatário. Naturalmente, de amor estas mensagens não tem nada. E podem até carregar arquivos infectados. Ou seja: cuidado!



Esqueçam aqueles quatro suados anos na faculdade. É o que prometem os spams de diplomas universitários — outra forma popular de envio de mensagens não solicitadas e que provavelmente vocês também já receberam.



Todo mundo tem um "quê" de voyeur. E-mails que prometem mostrar uma figura pública fazendo sexo inundam as caixas de e-mail diariamente. Um arquivo destes pode danificar o PC e até roubar dados.



Outra técnica dos spammers é usar figuras públicas para aumentar o interesse do usuário e fazer com que ele abra as mensagens. Uma recente informa que Obama desistiu da corrida presidencial dos EUA.



Quem não quer ir a uma praia paradisíaca com tudo pago? Um dos spam mais recorrentes é aquele que promete viagens patrocinadas para a África do Sul, Caribe, Tahiti, Ilhas Gregas...



"Você foi o 999.999 visitante do site e ganhará um prêmio clicando aqui". Já viu esta mensagem? Não acredite em prêmios na Internet, ainda mais se você nem sabe qual é o site que lhe enviou o e-mail. Tenha cuidado, sempre.



E agora eu pergunto. Essa malta que inventa estas coisas não tem nada melhor do que fazer na vida?!

Fonte: aqui