Mostrar mensagens com a etiqueta Solidariedades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Solidariedades. Mostrar todas as mensagens


Espantosa campanha contra o abuso sexual de crianças. Confiram os cartazes com as respectivas explicações.


“Turn off the lights and help Annie overcome her fear of the dark”
Desligue as luzes e ajude Annie vencer o seu medo do escuro.



“Turn off the lights and help Emily overcome her fear of the dark”.
Desligue as luzes e ajude Emily vencer o seu medo do escuro.



“Turn off the lights and help Peter overcome her fear of the dark”.
Desligue as luzes e ajude Pedro vencer o seu medo do escuro.


“This is the original ad printed with flourescent ink, wich glows in the dark. With the lights on, u see the ad like this. When the lights are off, a new imagem will appear. Pedofolia. You might not see it, but it could be happening. 70% of child abuse cases take place in their own home.“

Este é o anúncio original impresso com tinta fluorescente, que brilha no escuro. Com as luzes acesas, você vê o anúncio desta forma. Quando as luzes estão desligadas, uma nova imagem irá aparecer.

Pedofolia. Você pode não ver, mas ela pode estar acontecendo.

70% casos de abuso infantil acontecem dentro do próprio lar.




Este é o texto integral de uma reportagem sobre a delegada Vilma Alves, do Estado do Piauí, no Brasil. É o terror dos homens com agá pequeno que acham normal bater nas mulheres. Desde que começou a actuar Vilma conseguiu baixar em 80% (!) a taxa de homicídios de mulheres no Estado,  e colocar o Piauí com a taxa mais baixa do país. 

O  texto é grande, mas vale bem a pena uma leitura. Uma lição. Notável.



O Piauí também é machista, só que aqui o trabalho é com eficácia. Na polícia não se deve cochilar. Não deixe a madrugada chegar, tem que ser imediato”, alerta a delegada Vilma Alves. 

Às 9h50 da manhã, a delegada recebe a denúncia. Às 10h05, ela liga para a Polícia Militar pedindo uma guarnição: “Uma senhora foi espancada e o marido quer matar. Ela está com medo de retornar e eu quero prendê-lo”, avisou. 

Às 10h20, um PM está na delegacia recebendo instruções. Às 11h05, a delegada já está diante do acusado, preso, na Central de Custódia de Teresina. 

Delegada: O senhor sempre bate nela? 
Acusado: Não. 
Delegada: Ela disse que já não aguenta mais, não quer mais viver com o senhor. O senhor está sabendo que quando sair não vai ficar com ela, não é? 

A pressa da delegada é a urgência do juiz. “Quando nos chega às mãos, a gente decide no máximo em 24 horas, talvez no mesmo horário do expediente”, afirma o juiz José Olindo Gil Barbosa. 

Uma azeitada articulação entre polícia e Justiça não deixa denúncias se acumularem. “Até em tom de brincadeira eu digo: ‘aqui no Piauí, a gente trabalha igual a pai de santo, a gente recebe, mas também despacha’”, diz o destaca o promotor Francisco de Jesus Lima. 

Na linha de frente dessa força-tarefa, uma mulher sempre perfumada, de brincos e colar de pérolas. “Como eu ensino as mulheres a andarem bonitas, a se amarem em primeiro lugar, então eu procuro andar sempre assim. Porque eu me amo”, ela garante. 

Sobre a mesa de trabalho, um salto plataforma modelo Lady Gaga. E outra mesa repleta de santos. “Os meus santos estão aí para me proteger”, diz. O resto é com a delegada: “Eu aprendi que remédio de doido é doido e meio. Mas dentro da educação, sem bater”, avisa. 

Com educação, mas falando grosso: “Aqui é olho no olho. Eu pergunto: ‘você comprou a sua mulher no mercado velho ou no shopping?’”. 

Em audiências informais, ela põe vítima e acusado lado a lado e dá lições de boas maneiras. “Eu não sei como você foi educado. Mas você precisa de umas pinceladas de como tratar uma mulher. Não se trata mulher na ponta do pé”. 

Não hesita em enquadrar um machão: “Como foi que começou? Olhe nos meus olhos! Como foi que começou essa droga?”. 

E deixa claro que ordem judicial é para ser cumprida: “Vamos resolver a situação. A situação é essa: ela não quer mais você. Está com um mês que separou. Como você foi lá? Preste bem atenção: você foi preso agora. Não tem mais direito à fiança. Porque se você voltar, você vai ser preso e vai diretamente para a penitenciária”. 

Não importa se a moça de olho roxo mora em bairro chique: “Nunca vi isso na minha família, na família dele. Os dois têm curso superior. Nossa família também tem curso superior. Classe média alta”, relata uma vítima. 

A delegada assegura: ninguém escapa do indiciamento: “Aqui é de tudo, político e tudo. Bateu, se faz o procedimento”, garante. 

Os movimentos feministas e o Ministério Público se uniram em campanha. E a própria delegada, professora de formação, vai aonde for preciso para passar o seu recado. 

“A mulher não é piano, mas gosta de ser tocada. Um beijinho no pescoço, um carinho. O certo é você chegar: ‘está aqui, meu amor, minha vida, meu perfume, minha rosa’. É assim! Quem foi que deu um cheiro na mulher hoje?”, questiona a um grupo. 

A Lei Maria da Penha é explicada ponto a ponto. “Se você estiver achando que você é dono de sua mulher, xinga a sua mulher, espanca todo dia, ela pode chegar na delegacia e dizer: ‘doutora, eu não quero mais, eu quero que meu marido saia’. E ele sai em 48 horas. Eu adoro fazer isso”, avisa. 

Os maridos ouvem atentamente o alerta final: “Se você forçar é estupro. E se ela chegar na delegacia e disser que você estuprou, eu lhe prendo, tranquilo, meu bem”. O resultado desse esforço coletivo é a queda da violência, mas se engana quem acha que os números do Piauí agradam a delegada. 

“Nenhum número é aceitável para mim. Nenhuma morte. Viver em paz é o que é importante. Como se admite uma mulher ser morta pelo seu marido? Porque a mulher não é mais coisa, não é objeto, não é propriedade. Mulher é cidadã e deve ser respeitada”, destaca.




Quando escrevi esta semana um post sobre o Projecto Amelie alguém me lembrou de algo que estaria acontecendo na cidade da Praia, um pouco diferente mas com o mesmo espírito. Centrado no Facebook e criado por Catarina Fernandes Cardoso, o movimento Troca Kuaze Tudo pretende que as pessoas façam isso mesmo: trocas. As mais variadas. O "kuase" fica ao critério de cada um!

Eis as simples regras do movimento (o termo "movimento" é da minha responsabilidade):

"O Troca Kuase Tudo é um grupo destinado à troca de coisas, tempo, serviços e competências, destinado a qualquer pessoa que se encontre na área da Cidade da Praia - Cabo Verde. 

Regras de funcionamento:

1- As trocas serão sempre feitas sem recorrer a dinheiro.
2- A troca terá de ser justa - bens ou serviços devem ser trocados pelo equivalente para que nenhuma das partes se sinta lesada
3- Quando a troca se efectivar é importante dar feed-back acerca da mesma aqui no grupo para que se saiba que a pessoa é confiável e o produto/serviço foi disponibilizado nas melhores condições."


Parece que não, mas encontram-se situações muito curiosas. Por exemplo, um membro anuncia: "troco levar crianças à praia aos Domingos por móveis antigos." Um outro, com a maior naturalidade, anuncia que a troco de um empréstimo de uma bicicleta duas vezes por semana, "troco por lavar o carro... ou cuidar (passear) de cães."

Genial. Quem estiver na Praia e quiser aderir, a página no Facebook é aqui.




O jornalista e blogueiro guiniense António Aly Silva falou, barafustou e espalhou informação sobre mais este triste acontecimento na Guiné-Bissau. Os militares procuraram-no, espancaram-no e levaram-no preso para parte incerta. Vamos espalhar a mensagem de solidariedade, em nome da liberdade de informação e expressão.

Aqui fica o seu último e sentido texto escrito pouco antes de ser preso. Publicamos também, com a vénia à Rádio Morabeza, excertos da sua última entrevista.




O Pior da Guiné-Bissau são... os Guineenses

"Mais de um milhão de guineenses estão reféns de militares... guineenses. Temos sido sacudidos e violentados, usurpam e tolhem-nos os nossos direitos, até o mais básico. Até quando mais a comunidade internacional vai tolerar que gente medíocre - alguma classe política, e militar faça refém todo um povo? A história endossará uma boa parte da responsabilidade à comunidade internacional.

Ajudem o povo da Guiné-Bissau; não os abandonem, agora, mais do que nunca. Tiveram todos os sinais de que uma insurreição era possível, ainda que desnecessária. Nada justifica o levantar das armas, é intolerável o disparo de armas pesadas numa cidade com mais de quatrocentas mil pessoas. É criminoso, acima de tudo. Tiveram tudo para estancar a hemorragia e a orgia de violência. Sabem há muito que este é um país que nasceu, cresceu e vive sob laivos de militarismo.

Agora, tudo está calmo. Não há tiros, nem feridos nas urgências e menos ainda corpos na morgue resultado de mais uma brutalidade da canalha. Não se sabe quem morreu - espero e desejo que ninguém tenha sido morto. Um país é o último, e único, refúgio seguro para o seu povo. Foi traumatizante ver mulheres e crianças a chorar; é triste ver homens e jovens a fugir de homens e jovens como eles. É desolador. Estou abatido, e, sobretudo cansado. Não tenho sequer forças para gritar.

Olho e registo tudo. Depois escrevo, na certeza de que alguém me vai ler e comungar dos mesmos sentimentos. O meu blogue, hoje, foi já acessado por mais de 50 mil pessoas. Ficará para a estatística. Teria preferido uma visita por dia, a ter de suportar cem mil pares de olhos tristes e enevoados: estão a matar-nos, estão a destruir as famílias, a tornar as crianças violentas.

O pior da Guiné-Bissau, meus caros...é o guineense!

Um abraço a todos,

António Aly Silva"

O blogue de António Aly Silva: aqui
Um blogue para seguir a passo e passo os acontecimentos na Guiné-Bissau: aqui

Última Hora: "Acabo de ser libertado, depois da coronhada que me cortou a orelha de cima abaixo. Um abraço e obrigado a todos quantos manifestaram a sua solidariedade perante esta gritante injustiça. Amanhã publico as fotos. Deus abençoe a Guiné-Bissau. António Aly Silva". 

Menos mal. Um abraço aqui do Café Margoso.







A ideia é boa e não custa nada, melhor custa só 80$00:

«Para quem está em Cabo Verde: é mesmo rápido - peguem no telemóvel e enviem uma mensagem para 4020 - com este simples gesto estarão a doar 80$00 para o Fundo Esperança e a ajudarem as vítimas de Violência Baseada no Género (VBG) a reorganizar as suas vidas! Até 27 de Março.»